Na base do conhecimento está o erro

Archive for May, 2012

José Sócrates devia ser preso

 

Sócrates e as Parcerias Publico Privadas

 


Inaceitável

O comportamento de alguns deputados, e do seu Presidente, da representação parlamentar do PSD na Assembleia Regional da Madeira, face ao voto de pesar por Miguel Portas, é inaceitável num sistema pluralista e só vem reforçar a postura que grassa neste partido na região.
Este tipo de atitude envergonha todos os portugueses, duplamente os sociais-democratas, onde me incluo. 

Pior, revela o tipo de respeito que determinadas pessoas nutrem pelos seus semelhantes.

No mínimo, deviam pedir desculpa publicamente.


Crise? Ainda não, mas está à porta


O JP Morgan Chase, o maior banco de investimento do mundo, surpreendeu o mercado com a apresentação dos seus mais recentes resultados:
perdas superiores a 2 mil milhões de dólares.

No mundo financeiro actual, quando mais elevado for o risco da operação, maior será o lucro obtido.
Daí que não seja de admirar que os bancos pratiquem operações de elevado risco e que igualmente não seja difícil chegar à conclusão que a Direcção do JP Morgan estava ao corrente das operações realizadas pelo seu CIO (Chief Investment Officer), cujas acções encobriu até não poder mais (bastante pior seria admitir que não controlam a empresa que dirigem).

Infelizmente, este tipo de situações demonstra que os bancos não aprenderam nada com o passado recente. Principalmente depois de terem “garantido” o apoio público como resgate.

Também deve ser equacionada a postura dos seus accionistas, que agora processam o banco. Se nada disto tivesse acontecido, continuaria o business as usual.

Infelizmente, as perdas do JP Morgan Chase ainda podem aumentar substancialmente devido às operações de investimento de risco em derivados.

O futuro da bolsa de derivados ou derivativos [ironicamente, futuros e opções mas também termos e swaps (a invenção de uma variação deste instrumento, o credit default swap, foi altamente negativa, pois o seu principal objectivo era a eliminação do risco)] é a destruição da economia.

Salvo erro, a nível global há mais de um trilião de dólares investido na bolsa de derivados.
Que efeitos terá, por exemplo, a queda da Chicago Board of Trade (ou o Chicago Mercantile Exchange, ou o New York Mercantile Exchange), na economia mundial?
Principalmente quando a bolsa de derivados é como um casino, com a particularidade de a casa só parcialmente controlar o jogo, onde apenas se joga roleta russa. Como tal, está sujeita a levar com um tiro na cabeça.

Não podia deixar de voltar a referir o perigo que advém do enorme desiquilíbrio verificado entre os âmbitos económico e financeiro.
Se um negócio é uma transacção que envolve um determinado risco, qualquer mecanismo que venha subtrair esse risco está a desvirtuar a essência da operação, pois dificilmente haverá só partes ganhadoras e havendo-as, o retorno será muito menor do que o investimento. Para além disso, várias questões podem ser consideradas quanto aos prazos já estabelecidos por estes mecanismos. Uma delas é se a continua diminuição de matérias-primas foi contemplada?

Repito o que já referi em vários posts e artigos. Os problemas que vivemos surgiram com a autonomização das finanças face à economia. E, na sua origem está a suspensão unilateral do sistema de Bretton Woods, decidida por Richard Nixon, que acabou com a conversão do dólar em ouro.

Crise? ainda não. Mas está à porta.
(E eu nem quero pensar no que pode ocorrer).

Por fim,  à margem desta temática, existe ainda um factor a referir que é o conflito “surdo” entre o dólar e o euro. É notório que o excessivo défice dos Estados Unidos começa a colocar pressão sobre a sua própria moeda (note-se que parte significativa das perdas da JP Morgan derivam do não enfraquecimento do euro).

Declaração de interesses: Sou liberal. Mas nunca serei neoliberal!


Quem disse? (2)

“Os socialistas acreditam em duas coisas que são absolutamente diferentes e talvez até contraditórias:
liberdade e organização.”


Superespião?

Jorge Silva Carvalho, ex-Director do SIED

No meio desta novela toda – secretas, lojas, ongoing, etc – o que me parece muito estranho é que um homem com mais de 20 anos de experiência nas “secretas”, portanto bastante conhecedor dos rastos que as novas tecnologias deixam, tenha combinado os termos do seu novo contrato de trabalho por sms.

À primeira vista, duas possibilidades afiguram-se-me:
ou julgava-se protegido de qualquer posterior controle ou a emoção de ir ganhar 10 vezes mais fê-lo ser imprudente.
À segunda vista, tudo isto é propositado (?)


Pois é … com o mal dos outros podemos nós

No dia 10 de Outubro de 2010, neste post, coloquei uma hipotese verdadeiramente idealista, alguns dirão utópica, cujo efeito seria a minimização do espectro do desemprego (em tempos de crise) e das consequências dele provenientes.

No entanto, no que eu qualifico como um acto de boa gestão, o responsável da empresa onde trabalho teve precisamente essa postura.
É claro que há um choque momentâneo pela redução do salário (não estivessemos nós formatados para o eu), mas quando vemos que os colegas de trabalho – independentemente do grau de amizade com qualquer um – continuam todos a trabalhar, esse choque acaba por se diluir.

Como referi, do aumento do desemprego advém algumas circunstâncias. Uma delas é esta:
Vítor Gaspar: há uma “incerteza considerável” sobre as contas da Segurança Social

Como é que diz o ditado popular?
Com o mal dos outros posso eu bem?
Não deviamos.


Soares, o exemplo … a não seguir

É inquestionável que a vitória de François Hollande vem trazer uma nova perspectiva sobre a orientação que gere a conduta económica no seio da Europa. No mínimo, que a austeridade por si só não é a solução – Eurobonds é uma excelente ideia – e que algo poderá ser acrescentado no Tratado Orçamental Europeu.
É igualmente inegável que esta nova realidade, no que respeita à actuação ao directório que tem estado a “condicionar” a UE, faz renascer alguma esperança.
Mas esse desejado crescimento já chegou? Hollande tem alguma varinha de condão que permita rácios de 5% de crescimento à economia portuguesa?

E existe alguma novidade no que Mário Soares diz?
É claro que não. Alguém se lembra da performance de Mário Soares como governante? Foi capaz de dar o exemplo e de reduzir a despesa de maneira a que a dívida nacional não crescesse?

Mário Soares só mostra que sempre foi um navegador de costa. Jamais seria capaz de descobrir seja o que for, pois nunca vê para além do horizonte. Procura isso sim, ser mais rápido do que os ventos da mudança. Contudo, só tenuemente foi por uma vez mudança e nunca mais o será.
E pior, ao defender a ruptura de acordos assinados, acordos que foram principalmente negociados pelo seu partido, denota que não evoluiu e que continua a considerar que o país deve servir o(s) partido(s) e não este(s) servir(em) Portugal.

Na minha opinião, o que Mário Soares deveria dizer é que todos estes esforços que os portugueses estão a fazer podem não servir para nada se as reformas estruturais não forem implementadas. Isto sim, era de estadista.
Mas pode Mário Soares advogar tal posição?
É evidente que não, porque se o fizer colocará o interesse do país à frente do interesse do PS. Ou não é igualmente o partido socialista um dos principais interessados em manter o “Status quo” como está?

Assim, resta perguntar qual é o ponto de viragem para um pais em incumprimento?


Arménio Carlos tem razão … até certo ponto

Arménio Carlos não deixa de ter razão.
Trabalhar mais uma hora pode não implicar mais produtividade.

E pessoas formatadas apenas para os direitos?
Que tipo de produtividade alcançam?


Causa e efeito

 

Foi a austeridade que nos colocou nesta situação
ou apenas é uma consequência da nossa gestão?

 


Mudança?

 

O partido socialista francês venceu as eleições e o seu candidato, François Hollande, é o novo Presidente.
Vamos ver se o que afirmou como oposição é o que fará como poder.

 


Quem disse?

“Quando o curso da civilização segue um rumo inesperado, quando em vez do progresso contínuo que nos habituamos a esperar damos por nós ameaçados por males que associávamos a eras pretéritas de barbárie, culpamos tudo e mais alguma coisa, como é natural, excepto nós próprios.”

 


Isto é Portugal: incumprimentos sucessivos!

 

Enquanto não mudarmos determinados tipos de comportamentos e de postura, não seremos capazes de sair desta realidade.

Nem défice de “by the book”, nem excesso de desenrascanço.
É preciso começar a fazer as coisas como deve ser!


the Greatest

Existem atletas inesquecíveis, capazes de mudar o desporto que praticam.
Stephen Hendry é um desses homens e pertence a uma elite à parte.
Muito obrigado!

There’re unforgettable athletes, capable of change the sport they practice.
Stephen Hendry is one of those men and belongs to an elite of its own.
Thank you very much!


Perspectivas

(não sei quem é o autor desta montagem, mas partilho)


Estou cansado destas hipocrisias

Perante a reacção do espectro político partidário de esquerda (mais alguns intelectuais de direita) e dos sindicatos à campanha de descontos do Pingo Doce, sou forçado a concluir que para a esquerda portuguesa o país está em crise todos os dias, excepto no dia 1 de Maio.

A todos estes senhores, principalmente aos sindicatos, pergunto:
1º por acaso sabem quando foi a última vez que se comprou bens de primeira necessidade com este valor?
Foi no dia 31 de Dezembro de 2001! Esta data diz-lhes alguma coisa?

2º quais são os trabalhadores que dizem defender?
Todos sem excepção ou apenas aqueles que vos seguem de bandeira erguida?

E não me venham falar de Princípios.
Se afirmam defender Princípios, então não falem apenas de DIREITOS. Celebrem igualmente os DEVERES!

No dia em que eu vir os sindicatos a defender os DEVERES da mesma maneira que defendem os direitos, sindicalizo-me!

Até lá, mantenho a opinião que são organizações intrumentalizadas – pelo partido comunista e socialista –  fechadas à sociedade e ao debate de ideias, particularmente daquelas diferentes das suas.

 

P.S. – O meu agradecimento à Jerónimo Martins por me ajudar em tempos como os que vivemos.


Notícia de última hora

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica em Portugal [ASAE vulgo, (ASEA)] vai fechar o mercado.

Após o anúncio da IKEA em fazer descontos de 50% nas suas lojas, e temendo que esta “epidemia” se alastre, a ASEA não tem alternativa senão encerrar o comércio em todo o país.

Se não o fizer, Portugal terá de reconhecer que está em crise!

 

 P.S – agradeço as indicações sobre “ASEA”, mas é ironia. Devia ter escrito AZIA!


É de admirar?

 

Com sindicatos e partidos políticos
fechados à sociedade,
é de admirar que esta seja como é?


Eis a razão de tanto alarido

Já se sabe porque é que os sindicatos e os partidos de esquerda preferiam que a campanha do Pingo Doce tivesse decorrido hoje (2 de Maio).

Tinham a esperança que os trabalhadores por conta de outrem faltassem ao emprego para ir às compras e assim tinham mais uma jornada de luta através duma “greve voluntária” ou algo do género.

(depois do que se passou ontem, os sindicatos devem estar arrependidos de nunca terem pedido aos patrões para fazerem descontos de 50% em dias de trabalho)