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Responsabilidades

 

O PS defende que é altura do PSD assumir responsabilidades, pois já é Governo há oito meses.

E o PS? Ainda não o vi assumir responsabilidades pelos anos de governação socrática.
Ou será que oito meses fazem esquecer seis anos?

Não são os socialistas os verdadeiros responsáveis pela austeridade?

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9 responses

  1. Por acaso (embora deteste as políticas socráticas) acho que o grande responsável por tudo o que há de mau em Portugal, é o ex Primeiro-Ministro, Prof. Cavaco Silva que tendo recebido os biliões da UE limitou-se a distribuí-los pelos seus inúmeros amigos do então Estado Laranja que desperdiçou a maior oportunidade de Portugal durante uma longa década.

    2012-02-29 at 23:34

    • VFS

      Embora concorde que o Cavaco é um dos responsáveis pelo estado do país, em boa verdade limitou-se a dar cumprimento a tudo aquilo que foi negociado pelo Mário Soares aquando da adesão de Portugal à CEE.
      Independentemente disso, em seis anos, o Sócrates gastou mais do que todos os anteriores Primeiros-Ministros juntos.

      2012-03-01 at 1:02

      • Ora bem, aproveito precisamente uma frase de JAPSA para rebater aqui o que disse VFS: “…e correu para o mais fácil, uma Europa que injectava dinheiro, sem grande esforço produtivo, percebendo, que os custos destas facilidades, teriam que ser pagas mais tarde…”
        Soares apenas (e foi muito, mesmo) conseguiu que entrássemos para a UE, não foi responsável pelo facto dos biliões injetados serem usados, não para investir, mas para todo o tipo de negócios e negociatas que visaram encher os bolsos de uma imensa clientela PSD que estava ávida de ecus para os seus Porches “agrículas” ou Maseratis “texteis”. Assim não era possível. Depois, Guterres, naquele que terá sido o mais inocente de todos os governos que alguma vez tivemos, preocupou-se mais em libertar Portugal de um Estado Laranja que havia emulado um certo Estado Novo do que em investir os agora milhões que continuaram a vir. Fez coisas boas, pacificou a sociedade portuguesa mas a sua incapacidade em decidir que fizeram dele o sr. NIM e a nojenta campanha para derrubar Ferro Rodrigues usando a calúnia sobre o seu delfim foram demais para este país de curta memória.
        Depois de um curta palhaçada, Socrates deu numa de Marquês de Pombal, investiu como nunca antes se havia feito, mas esqueceu o ser humano…
        Que saudades de Guterres, mas ao menos está no lugar certo, onde a sua profunda humanidade e diplomacia podem fazer a diferença. Só não desejo o seu retorno pois penso que a ACNUR merece-o mais do que nós, povo ingrato e sem memória!!!

        2012-03-01 at 10:29

  2. José António Peres da Silva Bastos

    Amigo, Vicente, não podia estar mais de acordo consigo. Efectivamente, assim é, os últimos seis anos, foram em grande medida os causadores pelo actual estado em que estamos todos a pagar. Como tudo, e perante as dificuldades que é para um País como o nosso, pequeno e sem grande capacidades produtivas, quem paga os desvarios e irresponsabilidades de políticos “profissionais”, é o mero contribuinte português. Como, diz a ERSE, perante os gastos da EDP e REN, vai tudo para a tarifa. Quem paga? Novamente o contribuinte. Como o Estado, apreendeu que pode gastar, em função do contribuinte, os últimos seis anos, foram o descalabro do “novo-riquismo” saloio, digno do romance anedótico do “Conde d’Abranhos”. Os cenários não diferem muito, pois não quisemos apreender com os erros do passado. Quando, Marcelo Caetano, afirmou que poderia ser possível a transformação da sociedade portuguesa, em evolução para uma democracia consolidada, a grande incógnita, foi: com que políticos? E, a verdade, é triste, nos últimos anos, desde o 25 de Abril, já recorremos ao FMI, três vezes. Portugal, debate-se com problemas estruturais, pois corre sempre em contra-ciclo, perdeu a sua vocação económica, criada no Império e virada para o mar e correu para o mais fácil, uma Europa que injectava dinheiro, sem grande esforço produtivo, percebendo, que os custos destas facilidades, teriam que ser pagas mais tarde – aqui, reside, a incompetência dos nossos políticos, “atirar para a frente com a barriga”, porque enquanto der para alguns, tanto melhor, porque o contribuinte português, preocupado em viver a sua “vidinha”, há-de pagar algures no tempo. Enfim, temos em grande parte, o que merecemos – políticos “profissionais” incompetentes, e não “patriotas”, que sirvam Portugal, debaixo do lema “servir e não servir-se”. Não existem heróis.

    2012-03-01 at 9:43

  3. José António Peres da Silva Bastos

    O Povo ingrato e sem memória, caro Albano LP Niu, é pouco grato com os heróis da nossa história, infelizmente, quanto a mim, não focou nenhum.
    No entanto, quero lembrar, que a clientelismos sucederam-se consequtivos clientelismos – e ao Povo sem memória, talvez seja melhor recordar que o Sr. Eng.º António Guterres, fugiu, aproveitando-se de uma derrota eleitoral, sem conteúdo de importância legislativa, avisando o País, que se encontrava já atolado num “pântano”.
    Não é, seguramente, algo de positivo que se possa mencionar. Acho, que está muito bem no lugar que está, e que não volte tão cedo (acho, que ele também não quer).
    Lembrar e comparar Marquês de Pombal ao Sr. José Sócrates, residente algures em Paris e a viver, segundo consta e faz constar, muito bem, é quanto a mim, um sacrilégio, porque não vejo qualquer comparação possível.
    Marquês de Pombal, foi único, assim como, também o foi e continua a ser, o Sr. José Sócrates.
    O tempo apaga tudo – sim, em grande parte, e já o disse, o actual líder do PS, António José Seguro, ao afirmar, que passado é passado, tentando fazer esquecer que o seu digníssimo partido, esteve no poder nos últimos anos, com resultados desastrosos para o nosso País (ainda escrevo País, com “P” maiúsculo, enquanto valer a pena).
    Culpados?
    Todos, aqueles que foram coniventes e assobiaram para o lado, fechado os olhos, ao tratarem das suas conveniências políticas e pessoais, para o futuro.
    Existem muitos culpados, e alguns também fazem parte dos actuais partidos da actual governação. Os interesses regimentais do regime, são transversais à partidocracia, actualmente existente em Portugal. Este “limbo” é o pilar fundamental em que assenta a 3.ª república – e enquanto existir, Portugal não terá grande futuro…a não ser, que surja algo de novo.

    2012-03-01 at 11:52

  4. VFS

    Peço desculpa, mas não devem ser esquecidos os enormes esforços de Francisco Sá Carneiro na adesão à CEE.
    Mário Soares – o político que mais prejudicou Portugal – herdou muito do trabalho de Sá Carneiro.

    2012-03-01 at 12:25

  5. José António Peres da Silva Bastos

    Amigo Vicente, faz muito bem lembrar Franscisco Sá Carneiro.

    2012-03-01 at 13:01

  6. Pois bem. Primeiro começo por me situar politicamente para não haverem confusões.
    Embora republicano, fui militante do PPM de 1975 a 1979, pelo grande respeito que sempre nutri pelo Arqº Ribeiro Telles. Saí em 79 pois não me queria ao lado de um partido que usava gansters como seguranças na minha cidade de então (o CDS na Braga dos anos 70). Nem tão pouco me agradava a companhia do PSD.

    Passei pelo PS até perceber o que aquilo era, ainda na dita cidade e com o mesmo presidente de câmara de hoje, algo que me deixa perplexo.

    Depois de um longo jejum, aderi ao MPT-Partido da Terra, seguindo uma vez mais o Arqº Ribeiro Telles, tendo chegado a ser vice-presidente da sua comissão política nacional. Mas o MPT deixou de fazer sentido e sou hoje militante de base do PAN, Partido pelos Animais e pela Natureza.

    Não morro pois de amores pelo PS.
    Mas não é por isso que vou rever a História.

    Enquanto Mário Soares, Salgado Zenha e Emídio Guerreiro combatiam o COPCON e as diversas tentativas dos militantes do atual BE de mergulharem Portugal numa ditadura populista ou numa guerra civil, Sá Carneiro, muito convenientemente tinha uma doença nunca sabida e foi-se tratar para Inglaterra. Freitas do Amaral escondia-se debaixo da cama com medo dos papões do MRPP enquanto se aliava a gente muito má em Braga.
    Sá Carneiro governou menos de um ano durante o qual o seu ministro das finanças, um tal obscuro Cavaco Silva quase arruinava o país sendo conhecido como o Ministro da Propaganda.

    Não vejo o que Sá Carneiro tenha feito pela entrada de Portugal na UE.

    Quanto a Mário Soares, personagem que me dá urticária, foi responsável por não termos uma guerra civil, por vivermos em liberdade e por entrarmos ma UE. O facto de o detestar não me impede de lhe reconhecer os seus feitos.
    Quanto ao Marquês de Pombal e Socrates, não era exatamente uma comparação elogiosa: tal como o tenebroso e déspota e assassino sem princípios que era o Marquês de Pombal, também Socrates não olhou a meios para atingir os seus fins. mas fez muito. Foi um formidável primeiro-ministro da direita enquanto teve maioria absoluta.

    Guterres foi convidado para presidir à UE enquanto era Primeiro-ministro e, contrariamente a Barroso, ficou a cumprir o seu mandato. Saíu quando após umas eleições ruinosas verificou a falta de solidariedade do próprio partido e até do Presidente Sampaio. E também quando o país estava envenenado por uma campanha vergonhosa que para atingir Ferro Rodrigues, usou dos meios mais baixos incriminando inocentes num circo de má memória onde os únicos culpados se ficaram a rir em troca das suas “denúncias” pré-fabricadas.

    PS e PSD/PP têem compartido o poder e são responsáveis por igual pelo que Portugal tem de bom e de mau nesta 2ª República.

    2012-03-01 at 21:24

  7. José António Peres da Silva Bastos

    Caro Albano LP Niu, já que assumiu a sua posição política e de regime, posso igualmente dizer-lhe que me enquadro noutro tipo de regime, somente isso, pois sou monárquico e português, e não republicano português. Relativamente a partidos, ou, simpatia partidária, estou mais perto do PSD, porque sempre me identifiquei com o seu principal fundador, Francisco Sá Carneiro (se estivesse vivo, Portugal estaria muito melhor – é o meu palpite).
    Dito isto, como nota introdutória, queria acrescentar algo mais, a tudo o que foi escrito. A classe política portuguesa após 25 de Abril, tem estropiado Portugal nos últimos anos.
    Existem erros de todos.
    Portugal não existe desde 1910, isto é um facto histórico.
    Quanto ao Marquês de Pombal, tem toda a razão – também estou de acordo, agora em relação ao Sr. José Sócrates, nunca foi um primeiro-ministro da direita, nem sequer da esquerda – aqui faço a devida correcção, foi, acima de tudo, um primeiro-ministro dele mesmo, como claro narcisista, que é, e da clientela do seu próprio partido, esquecendo o País. O Partido Socialista não é Portugal – nesta questão, reside em parte, o problema do resgate ideológico, do pai da democracia em Portugal, que assumiu que o próprio País, teria que lhe ficar eternamente grato, por ter evitado uma guerra civl em Portugal, dando-lhe como adquirido, que apesar de existirem eleições democráticas em Portugal, o seu partido, do qual é fundador, teria que ganhar sempre eleições. Mas, na democracia, o povo escolhe – tem esse direito.
    Em relação a outros político que refere, lembro o episódio da vitória eleitoral de Durão Barroso – penso, que será um episódio que terá muitas páginas para escrever num futuro próximo – mas, fica aqui a minha leitura dos factos, que ocorreram:
    Quando, o Sr. Eng.º António Guterres abandona o governo, a estrutura clientelar do PS, fica em pânico…os interesses instalados já eram muitos, e existiam muitos negócios em curso.
    Jorge Sampaio, tenta por todos os meios, demovê-lo da atitude assumida em público, perante todos os portugueses. Em vão – e por muitos motivos, que aqui seriam extensos enumerá-los.
    Ferro Rodrigues, assume que será ele, o escolhido para formar governo, sem convocação de eleiçoes antecipadas. Desilução – o Presidente da Républica Portuguesa, Dr. Jorge Sampaio, decide convocar eleições, contrariando o sector aparelhista do PS. Não tinha alternativa, mas assumiu um compromisso, caso a esquerda unida tivesse a maioria dos votos nas urnas, mesmo que o PSD, fosse o partido mais votado, a bem de uma estabilidade parlamentar e de compromisso governativo, convidaria o seu amigo, Ferro Rodrigues a formar governo – tal, não aconteceu.
    Começou aqui, o início do fabrico da “bomba atómica”, que mais tarde rebentaria nas mãos do Dr. Pedro Santana Lopes – outro episódio curioso.
    O governo de Durão Barroso, começou com o celébre discurso da “tanga” – aliás , não era novidade nenhuma, pois deu continuidade legitimada ao discurso do “pântano”, do seu antecessor no cargo. Jorge Sampaio, não gostou e afirmou por diversas vezes que “há vida além do défice”, perante a apresentação de propostas estruturais que eram necessárias, já naquele tempo, serem tomadas, perante o descalabro das contas públicas – pois bem, criou-se um ambiente institucional nada saudável, porque o Portugal precisava de reformas estruturais urgentes e o Presidente da Républica, afirmava que não, pois existiam direitos constitucionais adquiridos, nomedamente no Estado Social – adiamos aquilo que não poderiamos ter adiado.
    Os episódios que se seguiram, são remendos, baseados em factos políticos que nunca conseguiram resolver os reais problemas de Portugal – até agora, em que fomos obrigados, uma vez mais a pedir ajuda ao FMI.

    Responsabilidades? É o tema.
    Resposta: todos.

    P.S.: Estamos na 3.ª Républica, e não na 2.ª Républica. Os republicanos têm que assumir em definitivo que impuseram ao povo português uma ditadura. Sei que custa…é triste, mas é verdade.

    2012-03-02 at 11:16

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