Na base do conhecimento está o erro

Sobre a Jerónimo Martins

A primeira pergunta que faço é:  Se estivessemos no lugar dele que fariamos?

Confesso que não fiquei surpreendido pela decisão da família Soares dos Santos.
Não tenho a menor dúvida que a mesma se deve à instabilidade fiscal (e não só) que caracteriza o nosso país – autêntico entrave ao crescimento das empresas – e não pelo pagamento de (menos) impostos ao Estado.
Para aqueles que estão atentos, sinais que tal se poderia verificar não faltaram. Ainda há pouco tempo, a Jerónimo Martins anunciou que, em 2012, iria investir 800 milhões distribuídos pelos seguintes países: Colômbia – 400 milhões; Polónia – 300 milhões; e Portugal – 100 milhões. Ora, ninguém perguntou o porquê desta distribuição? E, por curiosidade, alguém sabe quanto custa o dinheiro em Portugal? Já agora, quanto passará a custar se sairmos do euro?
E, muito naturalmente, não devemos esquecer há quanto tempo a Jerónimo Martins foi para a Polónia .
Tudo isto é muito simples: pela internacionalização, o rácio de crescimento pode ser geométrico enquanto que ao nivel nacional o mesmo apenas é aritmético. Para além disso, sem lucros não é possível investir. Logo, se a carga fiscal que incidir sobre os lucros for maior…
Por fim, a data para a execução desta decisão é assim tão surpreendente?

A segunda pergunta que faço é: Das empresas que fazem parte do PSI-20, quantas (ainda) estão sediadas em Portugal? E na sequência desta, onde está sediada a família Espírito Santo? E a Sonae?

Quanto ao cidadão Alexandre Soares dos Santos e as suas posições, sejamos razoáveis. É um homem com muito valor que certamente já se cansou de pregar no deserto.

Finalmente, eu não farei boicote ao Pingo Doce. Enquanto lá continuar a encontrar produtos mais baratos é lá que continuarei a comprar. Mesmo que tivesse dinheiro para comprar mais caro não o faria.

4 responses

  1. Joana Maria-Lobo

    Olá Vicente, infelizmente tem toda a razão quanto à instabilidade fiscal o que leva para fora muito capital que seria aí, em Portugal, precioso. Não podemos, de ânimo leve, condenar quem defende os seus interesses, desde que o faça de forma legítima. Outras saídas de dinheiro serão mais inconfessáveis e logicamente menos mediáticas.
    Um beijo e tudo bom.
    J M-L.

    2012-01-05 às 20:15

  2. Vicente!

    Como já falei sei que a situação está ruim no mundo todo. Qual a razão dessa distribuição?

    É concordo com você que é coerente e entende melhor que eu.

    Beijos

    Mirze

    2012-01-05 às 22:31

  3. Pingback: Sobre a Jerónimo Martins | TRIPLO II

  4. Maria Antónia Anacleto

    Estou inteiramente de acordo com o Vicente.
    Se estivessemos no lugar dele o que faríamos?
    Gostei de ler o teu texto. Beijinhos.

    2012-01-08 às 1:01

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