Na base do conhecimento está o erro

Archive for August, 2011

Dependerá da posição?

É inaceitável a espionagem a um jornalista.

E o “empréstimo” de gravadores?

Será aceitável ou dependerá da posição que se ocupa (relativamente ao poder).


Medidas como esta não são solução

A possibilidade de um imposto especial que verse sobre os rendimentos dos mais ricos não é uma questão de justiça. É, antes de mais nada, uma questão de gratidão. E deveriam ser aqueles que mais obtêm da sociedade os primeiros a estar dispostos para retribuir o que lhes é dado.

Mas mais medidas como esta não são a solução. E não devem tornar-se regra!

Precisamos é de verdadeiros cortes na despesa e da canalização de recursos para os sectores que permitam fazer com que Portugal seja capaz de ser auto-suficiente. Pelo menos, no que respeita ao alimentar da sua população.


E levo o TGV na bagagem

A Ryanair está a disponibilizar um milhão de bilhetes a 9,99 euros para 1000 destinos europeus.

As reservas devem ser feitas online até às 24:00 da próxima quinta-feira, 25 de Agosto.
Todas as taxas estão incluídas se as pessoas optarem pela utilização do “Cartão Pré-Pago da MasterCard, levando apenas uma mala de mão e abdicando de embarque prioritário.”

Mas eu não me importo de pagar as taxas e levo o TGV na bagagem!

E o Governo? Que fará?


Será que ainda vamos a tempo?

Assunção Cristas, Ministra da Agricultura do actual Governo, expressou a sua preocupação pela quebra registada na produção cerealífera nacional.

Tendo em conta a política de desenvolvimento seguida pelos sucessivos governos portugueses e das consequências da mesma no sector primário da nossa economia,  independentemente das nuances climatérias, é de admirar que a produção portuguesa de cereais tenha chegado ao nível a que chegou?

A questão que se deve colocar é:
Será que ainda vamos a tempo de recuperar o sector primário português?
Pessoalmente, receio que o tempo que perdemos implique um período de recuperação demasiado longo para as necessidades imediatas, que vão ser agravadas pelo tempo de austeridade que vivemos.

Mas o importante é não continuarmos iludidos. Um país que importa 75% do que come, não é um país independente.
Por incrível que possa parecer, o que está em jogo é o nosso futuro como Nação.

Julgo ser um imperativo nacional a apresentação de medidas que visem o ressurgimento da agricultura e pescas. Em Portugal, há demasiados terrenos ao abandono que podem ser aproveitados e recuperados e~, no que respeita ao mar, ainda temos um know how e estruturas excelentes que podem – e devem – constituir um ponto de viragem.

Haja coragem política para fazer o que é imprescindível. Fartos do que é conveniente estamos nós.


Registar o ADN?

Mudar de opinião é algo perfeitamente normal, principalmente se essa mudança estiver sustentada em mais informação.

Aparentemente, foi o que os partidos do Governo fizeram relativamente ao Acordo, entre o nosso país e os EUA, que visa reforçar a cooperação na prevenção e combate ao crime e que prevê a partilha, mútua, de dados pessoais como o ADN dos cidadãos portugueses. Enquanto oposição, PSD e CDS-PP, afirmaram as suas preocupações sobre o mesmo.

O que eu não percebo é a falta de elucidação aos cidadãos sobre as razões para esta alteração, especialmente quando o Estado Português não é o “propietário” dos dados pessoais dos portugueses.
Quando este tipo de situações, relativas a alterações de entendimento de partidos que eram oposição e passam a ser Governo, se verificam os esclarecimentos deviam ser imediatos.

Como tal não é a regra, será que cada cidadão deve registar ou patentear o seu ADN?


Portugal…

Portugal …

já usou tanga,
já esteve à rasca.

Irá usar pensos e ligaduras?


Medo – o elemento omnipresente

Medo

(Aparentemente) Não há maneira dos nossos representantes eleitos aprenderem.

Se, efectivamente, existe algum elemento que condicione enquadramento constitucional português, esse elemento é o medo.

A Constituição da República Portuguesa vigente, originária da revolução de 25 de Abril de 1974, resulta de dois medos:
Primeiro, da repetição da I República;
Segundo, do grau de desenvolvimento do partido comunista (em 1974).

Daqui advém a primazia dada aos partidos políticos, relativamente à mudança da lei fundamental, que gerou a actual partidocracia.

Decorridos todos estes anos, o medo continua a imperar, pois agora são os partidos políticos que têm receio da sociedade civil, muito particularmente do povo.