Na base do conhecimento está o erro

Archive for April, 2011

(in)coerência

Acredito na iniciativa privada e no mercado, ou seja, acredito no capitalismo.
Mas há coisas que não percebo.

Segundo Fernando Ulrich, o BPI manteve o rácio de lucros e reduziu a dependência do Banco Central Europeu.
No entanto, apesar desta performance, o banco vai reduzir a rede de balcões e diminuir o número de funcionários.

Porquê?


Alguém me diz?

Como é que um político,
que nunca esteve desempregado
pode dizer a um cidadão,
que enfrenta essa adversidade,
que o compreende?


Um novo partido em Portugal

Independentemente da sua posição no espectro público, qualquer iniciativa que venha contribuir para o aumento da participação cidadã na vida política do Estado deve ser realçada e até aplaudida. É o caso do recentemente constituído Partido pelos Animais e pela Natureza (PAN).

Na minha opinião, o PAN é, potencialmente, um partido de futuro, pois não defende ideologias, mas valores.
Todavia, o seu futuro está nas mãos dos seus dirigentes. Porquê?

Se é inquestionável que a lei deve ser revista e alterada no que diz respeito à temática dos animais, a começar pela sua definição, pois um animal não é um objecto, focalizar a acção e intervenção política apenas nesta vertente não dará frutos e, no longo prazo, terá efeitos muito mais nefastos.
Penso que o que o PAN representa é, efectivamente, uma mudança de mentalidade, onde se engloba o todo da sociedade, visando um aprofundamento do contexto social. Mas, para esse ideal ser alcançado é necessário que em primeiro lugar seja observado bem-estar das pessoas, quer físico, quer mental, para depois ser possível, com a colaboração de todos, um maior respeito e consideração pelos animais.

Por outras palavras, é preciso educar as pessoas para a cidadania e para o respeito de todos os que fazem a sociedade. Isto ainda é mais verdade em momentos de dificuldades económicas e sociais (os mais atentos sabem que Portugal e a Europa vão entrar num longo ciclo recessivo).

Um partido como o PAN, cuja base de apoio é, muito provavelmente, constituída pelos membros de associações de animais e afins, só poderá crescer se souber respeitar aqueles que se revêem nos seus valores mas que não pensam inteiramente como eles. Eu sou um deles!

Mas o essencial está aqui. Sendo um partido político, o PAN deve estabelecer uma estratégia política que vise a eleição de deputados. A lei muda-se na Assembleia da República e qualquer iniciativa legislativa terá muito mais impacto, para além dum efeito duradouro, do que uma iniciativa ou acção local. Por exemplo, creio ser muito mais útil que todos os canis tenham que se actualizar por força da lei do que apenas um, por força de uma iniciativa local.

Sei que o PAN já vai concorrer às próximas legislativas. Vamos ver como se comportam.
E esperemos que um eventual sucesso não lhes suba à cabeça, caso contrário, verificar-se-á a lei de Newton.


“Um Compromisso Nacional”

Subscrevi o “Um Compromisso Nacional”.

Fi-lo por achar que é um passo no bom caminho e que o tempo que Portugal vive requere alguma estabilidade política.

No entanto, considero que o mesmo fica aquém do necessário e apenas representa uma solução de curto prazo.


Votar é Preciso!


Não há palavras!

O PCP, BE e os Verdes recusaram o convite que lhes foi endereçado pela Troika (FMI, Comissão Europeia e BCE) para uma reunião.

Pelos vistos, para estes representantes eleitos dos cidadãos, os compromissos do Estado não são para cumprir.
Talvez julguem que não terão de honrar a dívida?
Talvez considerem que, em determinados momentos, não vivem em Portugal?
Talvez encarem alguns assuntos do país menores e sem importância?

Não há palavras (nem paciência) para este tipo de comportamento.


Demagogia ou irresponsabilidade?

Marinho Pinto, bastonário da ordem dos Advogados, acaba de afirmar na RTP que não vai votar nas legislativas de 5 de Junho. Que rico exemplo!

O que Portugal precisa é de demonstrar, ao exterior, que a população se preocupa com o futuro do país. Para isso, é necessário que se verifique uma participação activa do povo nas próximas eleições.

Demagogia ou irresponsabilidade?
Muito provavelmente, ambas!


A realidade é mais estranha do que a ficção

Já tinha colocado a hipótese de o PSD apresentar surpresas nas listas de deputados às legislativas de 5 de Junho de 2011.

Ao contrário do que alguns amigos me diziam, mantive as minhas dúvidas quanto à possibilidade de Fernando Nobre ser candidato à Assembleia da República.
Mas hoje, o próprio confirmou ter aceite o convite para ser o cabeça de lista do PSD, pelo circulo de Lisboa.

Como alguém me disse: “A realidade é mais estranha do que a ficção.”


(in)Compreensível?

José Socrates foi estrondosamente aclamado no congresso do PS.

Já era esperado, pelo que não é nenhuma novidade.

O que me verdadeiramente me surpreendeu foi a sucessão de discursos a elogiar as características do líder.

Não existe humildade no PS e apenas se manifestam os interesses individuais. Na (vã?) esperança de manter o lugar, nenhum socialista é capaz de dizer o que pensa.

Ainda chegará o dia em que vão escarnecer José Sócrates.

Entretanto, o futuro do país esmaece.


Homem de Estado

Ouçam este Homem.
Se esta não é a postura dum estadista …

[http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/dyzWFlADi4RzH0kNZ8Nv/mov/1]


Indigno!

Este homem nem a pedir ajuda tem dignidade!


Pensar

Acabei de ver na televisão, José Sócrates numa conferência sobre economia social, a perguntar (retoricamente, é claro) se a oposição parou para pensar nas consequências do chumbo do PEC4.

Eu?
Limito-me a perguntar se alguma vez José Sócrates pensou.