Na base do conhecimento está o erro

Archive for January, 2011

Ricardo Salgado e o FMI

Ricardo Salgado, presidente do BES, manifestou a sua preocupação com uma intervenção do FMI no nosso país (aqui), pois esta, se for feita com a mesma metodologia que foi utilizada na Grécia e na Irlanda, será danosa para a banca portuguesa e consequentemente para Portugal.

Não é que não concorde com as afirmações feitas, mas não consigo deixar de pensar no significado desta frase: “uma diminuição dos depósitos nos bancos portugueses.”


Lacaio?

Sinceramente, no caso das “escutas Sócrates”, não sei o que pensar da actuação deste senhor.


Islam and demography – A waxing crescent

 

http://www.economist.com/node/18008022?story_id=18008022.

 

E nós?

A sociedade que desenvolvermos exige demasiado tempo de nós, tanto que estamos lentamente a morrer.
Cada vez temos menos filhos, cada vez somos menos, cada vez há mais espaço no nosso espaço
E a terra de ninguém será ocupada por alguém!


E se o Euro acabar (2)?

Consideremos as seguintes possibilidades:

1º  – a Eurozona desmembra-se e o Euro acaba;
2º  – a Eurozona mantém-se, mas os países do sul abandonam o Euro;
3º  – a Eurozona mantém-se, mas Portugal sai do Euro.

No que respeita ao caso concreto do nosso país, qual é o principal problema que decorre destas circunstâncias?

Não é difícil perceber que, para um país que importa 75% do que come, a desvalorização da moeda implicará um aumento brutal no preço dos bens de primeira necessidade e que o impacto social será elevado.

Estou convencido que, se Portugal sair do Euro e permanecer na União Europeia, irá vivenciar um período de convulsão social como nunca experimentou.
Não tendo um sector primário e secundário devidamente estruturados, Portugal não pode sair do Euro sem igualmente sair da União Europeia, pois para alimentar a sua população não poderá continuar a cumprir os articulados – regulamentos e directivas – europeus.

É claro que podemos entrar em incumprimento, mas por quanto tempo?


Presidenciais 2011 – (a minha) Análise dos resultados

Como as previsões das sondagens foram, com algumas nuances, confirmadas pelos resultados eleitorais apenas farei alguns acrescentos às leituras que tinha feito às sondagens.

A minha primeira palavra vai para o nível da abstenção que foi registado.
Pode ser que os problemas com o Cartão do Cidadão e o usual comportamento dos portugueses de se informaram apenas na última hora tenha contribuído para este valor (52.47%), mas é, para mim, inacreditável a quantidade de pessoas que não quer decidir sobre o seu futuro e que, consequentemente, permite que sejam os outros a fazê-lo.
O sistema político que vigora praticamente limita a acção dos cidadãos aos actos eleitorais. Logo, não participar …
Quanto aos brancos e nulos, é inquestionável que se verificou um (efectivo) voto de protesto.
Relativamente às presidenciais de 2006, os votos em branco passaram de 54 727 para 191 159. Por outras palavras, os votos brancos aumentaram 349,29%!!!
Por sua vez, os votos nulos passaram de 40 249 para 86 543, representando este número um aumento de 215,01%.
Resumindo, abstenção, brancos e nulos representam 58,66% dos cidadãos portugueses com capacidade eleitoral.
Já anteriormente escrevi sobre este tema e não me canso de o referir. Os políticos portugueses deviam repensar a sua ligação com a população.

Passando às performances dos candidatos, tivemos três derrotados e três vencedores.

Dos três primeiros, Manuel Alegre é o maior derrotado.
Como nunca tive qualquer simpatia por ele, direi que a obtenção de um resultado inferior ao que conseguira em 2006 é uma derrota em toda a linha. Perdeu capital político e social, tanto dentro da sua família política como junto da população que, de certa maneira, traiu ao ter procurado o apoio dos partidos em vez de ter efectivado o capital de cidadania.

Da actuação de Francisco Lopes deve-se realçar o facto de ter conseguido estabilizar o eleitorado comunista. De resto, é mais do mesmo, com a manutenção duma coerência discursiva.

Por fim, Defensor de Moura, revelou-se um homem verdadeiramente deselegante.

Quanto aos candidatos vencedores, começo por referir José Manuel Coelho.
Sinceramente, não sei o que pensar sobre a votação que este senhor conseguiu. Sei que a mesma me preocupa.
É plausível que uma parte da votação alcançada seja um voto de protesto marginal, mas a restante representa o emergir dum fenómeno eleitoral que, diga-se, vai repetir-se e que, é a expressão do aumento da população que é literalmente ignorante.

Sobre Fernando Nobre, (há algumas circunstâncias pessoais às quais não sou indiferente), afirmo o seguinte:
É verdade que não atingiu todos os objectivos a que se propôs – diminuição da abstenção e o atingir da segunda volta, que estavam, principalmente este último, perfeitamente ao seu alcance – mas conseguiu, inquestionavelmente, um óptimo resultado e sai deste sufrágio com um capital que até ontem não detinha.
Se era um homem com um grande carisma social, passa a ter que ser tido em conta na esfera política.
Não sei o que fará no futuro. Como o próprio referiu: “O futuro a Deus pertence”. Contudo, não se deve esquecer que os resultados eleitorais não oferecem garantidas ad eternum.
(Nota pessoal: Fernando Nobre não conseguiu ser apelativo ao eleitorado de centro-direita. Assim, independentemente do mérito que lhe deve ser reconhecido, ontem perdeu-se uma oportunidade de realmente se fazer história.)

Finalmente, o vencedor da noite.
Não há dúvida que Cavaco Silva é percepcionado como um elemento de estabilidade e de segurança pelos portugueses. O seu registo eleitoral confirma-o e ontem não foi excepção.
Contrariamente ao que fiz em 2006, não votei em Cavaco Silva. Não apreciei o seu primeiro mandato. É certo que o Presidente da República é um “moderador constitucional”, mas, na minha opinião, a opção por uma perspectiva redutora das prerrogativas constitucionais que o cargo detém não é positiva para o país.
Mas há que o felicitar pela vitória. E aqui o faço!

Naturalmente, não podia deixar de repetir as palavras que já dediquei aos não-candidatos que ontem estiveram em jogo.
O perdedor da noite foi:
“O Bloco de Esquerda, e particularmente Francisco Louça, serão os grandes derrotados das presidenciais 2011.
A aposta do BE em Manuel Alegre apenas se deveu a considerações estratégicas.
Depois do resultado obtido nas últimas eleições autárquicas, o BE constatou que está longe de ser um partido com implantação nacional. Tendo-se igualmente apercebido que a facção mais esquerdista do PS estaria descontente com a sua liderança, ao apoiar Manuel Alegre, Francisco Louça estava a tentar absorver parte dessa facção de modo a conseguir dois objectivos:
1º – melhorar a sua representação no território nacional;
2º – consolidar a sua posição onde já estava representado.
Não me parece que Francisco Louça vá ficar contente com os resultados e é muito provável que, devido a sua postura – as acções disciplinares contra os militantes que se recusaram a apoiar Alegre e afins – vá enfrentar contestação interna.
Há, na minha opinião, outro factor a considerar neste apoio do BE a Alegre.
Francisco Louça pode ter tido medo de obter um mau resultado eleitoral, o que, simultaneamente, desgastaria a sua imagem e a do BE.”

Já o triunfador foi José Sócrates.
“ (…) Estrategicamente foi brilhante!
Apoiou Manuel Alegre para manter o PS intacto, ao satisfazer os pedidos dos socialista mais radicais. Para além disso, livra-se de fantasmas e ensina a Francisco Louça como se devem fazer purgas no século XXI.
Sócrates sempre quis Cavaco em Belém, pois este é mais previsível. Mesmo equacionando uma postura mais agressiva de Cavaco Silva no segundo mandato.”

Notas finais:
No discurso que fez ontem, era perceptível o desconforto de Francisco Louçã. Se ele pensa que o PS está fragmentado, está redondamente enganado. Se há coisa que se lê dos resultados de ontem é que, para os socialistas, votar em Alegre não é a mesma coisa que votar em Sócrates.

Não encaro Pedro Passos Coelho ou Paulo Portas como vencedores. Fizeram o que lhes competia.
No entanto, considero relevante o seguinte. No seu discurso, Pedro Passos Coelho, demonstrou que sabe onde está, o que quer e qual é a sua família política. Mas, não me parece que o próprio seja cavaquista.

Veremos como se comporta contra José Sócrates.


Presidenciais 2011 – Derrotados

 

Dos candidatos:
Manuel Alegre, Francisco Lopes e Defensor de Moura.

Dos não-candidatos:
Francisco Louçã

 


Presidenciais 2011 – Vencedores

 

Dos candidatos:
Cavaco Silva, Fernando Nobre e José Manuel Coelho.

Dos não-candidatos:
José Sócrates

 


Presidenciais 2011 – Cadernos eleitorais (2)

O Simplex que é um TRAPALHEX!

Já se sabia que o cartão de cidadão (CC) viria provocar alterações no modus vivendi dos portugueses.
Fomos avisados para os efeitos colaterais da sua utilização.
Infelizmente, esqueceram-se de prever os efeitos directos e o CC tem pouco de descapotável. Não é prático e dificulta a vida dos portugueses, principalmente daqueles que trabalham para o Estado.

Assim, em dia de eleições, eis o que acontece: aqui, aqui, aqui, e aqui.


Presidenciais 2011 – Cadernos eleitorais

Votei hoje de manhã.

Fiquei com a sensação que o movimento era similar ao de anteriores actos eleitorais. No entanto, houve algo que me surpreendeu.

Ao passar pela junta de freguesia, reparei que à porta estava uma fila razoável de pessoas (note-se que depois do almoço a fila estava consideravelmente maior).

Inicialmente pensei que também na junta – seria a primeira vez, diga-se – tivesse sido colocada uma urna.
Afinal, tratava-se de pessoas que estavam a ver o que se passava com o registo do nome delas nos cadernos eleitorais, pois não constavam nos mesmos.

Será que esta circunstância está a acontecer por tudo o terrítório nacional?
E que influência terá no apuramento dos resultados?


Presidenciais 2011 – 4ª leitura das sondagens

 

Fernando Nobre será um dos vencedores das presidenciais.


Presidenciais 2011 – 3ª leitura das sondagens

Quer se goste, quer se não, José Sócrates será um dos vencedores das eleições presidenciais.

Estrategicamente foi brilhante!

Apoiou Manuel Alegre para manter o PS intacto, ao satisfazer os pedidos dos socialista mais radicais. Para além disso, livra-se de fantasmas e ensina a Francisco Louça como se devem fazer purgas no século XXI.

Sócrates sempre quis Cavaco em Belém, pois este é mais previsível. Mesmo equacionando uma postura mais agressiva de Cavaco Silva no segundo mandato.


Presidenciais 2011 – 2ª leitura das sondagens

O Bloco de Esquerda, e particularmente Francisco Louça, serão os grandes derrotados das presidenciais 2011.

A aposta do BE em Manuel Alegre apenas se deveu a considerações estratégicas.

Depois do resultado obtido nas últimas eleições autárquicas, o BE constatou que está longe de ser um partido com implantação nacional. Tendo-se igualmente apercebido que a facção mais esquerdista do PS estaria descontente com a sua liderança, ao apoiar Manuel Alegre, Francisco Louça estava a tentar absorver parte dessa facção de modo a conseguir dois objectivos:
1º – melhorar a sua representação no território nacional;
2º – consolidar a sua posição onde já estava representado.

Não me parece que Francisco Louça vá ficar contente com os resultados e é muito provável que, devido a sua postura – as acções disciplinares contra os militantes que se recusaram a apoiar Alegre e afins- vá enfrentar contestação interna.

Há, na minha opinião, outro factor a considerar neste apoio do BE a Alegre.
Francisco Louça pode ter tido medo de obter um mau resultado eleitoral, o que, simultaneamente, desgastaria a sua imagem e a do BE.


Presidenciais 2011 – 1ª leitura das sondagens

De acordo com as sondagens que foram publicadas (CESOP/Católica, Intercampus, Eurosondagem e Aximage), a melhor e a pior notícia dos resultados eleitorais que se antevêem para as presidenciais do próximo domingo são, respectivamente, o desaparecimento de Manuel Alegre e a (esperada) reeleição de Cavaco Silva.


Preocupações

Cavaco Silva anda preocupado com os custos duma segunda volta (e com as implicações que tal poderá ter nos mercados financeiros). Mas, quando teve a oportunidade de poupar dinheiro ao país, não hesitou e marcou eleições para datas diferentes.

Tal atitude, vinda de um homem que já há sete anos avisou para o que poderia acontecer à situação económica de Portugal, não é coerente.

Em campanha eleitoral, a demagogia reina suprema!


E se o Euro acabar?

 

Pelos vistos, é uma hipótese … em aberto.

Ou não? (aqui)


5ª coluna?

Aparentemente, já não basta o “capital” político de Portugal – momentâneamente acrescido pela presença, como membro não-permanente, no Conselho de Segurança da ONU.

A China, país amigo que está a comprar a nossa dívida, quer disseminar o seu poder económico na Europa.
Consequentemente, a “entrada” nos bancos portugueses é uma jogada estratégica.

Será Portugal uma 5ª coluna?
E até quando será útil como tal?


Em quem acreditar?

José Sócrates, o nosso Primeiro-Ministro, afirma hoje “que o défice orçamental de 2010 se deverá situar abaixo dos 7,3% previstos, superando as expetativas do Governo” e que o Governo tem uma folga de 800 milhões, pelo que “Portugal não vai pedir ajuda por que não é necessário”.

(aqui)

Já o jornal Público, noticia que os “Preparativos para ajuda do FMI a Portugal já começaram”, apenas existindo dúvidas quanto à(s) data(s).

(aqui)

Em quem acreditar?


Sinais dos tempos (3)

 

Os comandos e as armas de guerra.

(aqui)


Fim do desemprego em Portugal!

Graças a uma brilhante estratégia delineada pelo Governo português, doravante é possível ter esperança no fim do desemprego em Portugal.

Como, perguntam?
Através de medidas como esta:
Os inquéritos passam a ser exclusivamente feitos por telefone (aqui).

Para aqueles que não possuem telefone fixo em casa, e que eventualmente estejam desempregados, esta medida é a resposta aos seus pedidos. Não conseguem emprego ou trabalho e passam a ser ignorados.

O subserviente (é preciso agradar sempre quem está no poder) Instituto Nacional de Estatística (INE), conhecedor do impacto que a introdução duma metodologia deste género provocará na análise dos dados, considera que a altura em que se verifica a maior taxa de desemprego alguma vez registada no nosso país é a indicada para efectuar mudanças na recolha de informações.

Sinceramente, acho que devemos agradecer aos homens e mulheres que trabalham na administração pública de Portugal, tanto no Governo como demais organismos e instituições, por se preocuparem tanto com os portugueses.


Encomendas

Que dizer deste episódio da vida do Tio da democracia Portuguesa?

Manuel Alegre tentou “arranjar” um expediente para concluir o curso de direito.

 

Leia a carta em que o candidato pediu ajuda ao cunhado aqui:

via Notícia SÁBADO: Alegre encomendou diploma que não existia na faculdade.

 

Manuel Alegre esteve sete anos e meio matriculado no curso de Direito da Universidade de Coimbra. Nesse período, desenvolveu “uma intensa actividade contra a ditadura (…)”, mas estudar – para terminar o curso, o que lhe daria possibilitaria mais intrumentos e meios para pugnar pela liberdade – não.
Estudar dá trabalho e já sabemos que, para algumas pessoas, o trabalho custa imenso.

Não há dúvida que, para os socialistas, o facilitismo é uma opção fundamental!


Desejo de Ano Novo

 

Correndo o risco de o mesmo não se concretizar, vou revelar o meu desejo para 2011.

Desejo que a PT tenha mais 9 fundos de pensões para o Governo utilizar.

Mas, apenas em nosso benefício!