Na base do conhecimento está o erro

Meios e/ou fins?

 

Um dos meios mais solicitados para a recuperação de Portugal é a liberalização do Código do Trabalho, particularmente, no que respeita ao despedimento individual.

O argumento mais ouvido é:
Se, em períodos de crise, os patrões puderem despedir mais facilmente, também, em épocas de crescimento, contratarão mais facilmente.
Isto é uma verdade inquestionável. Na teoria!

Na prática, quando estivermos fora da crise, dificilmente o número de empregos criados será igual ou superior ao número de despedimentos.

Vivemos no tempo dos faraós. Não importa a quantidade de lucro que se consegue. Este jamais será suficiente!

 

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10 responses

  1. Miguel Magalhães Ferreira

    Para mim, o lucro seja do que for devia ser controlado. Não podem existir lucros fabulosos a menos que sejam imediatamente reinvestidos para gerar mais emprego, riqueza e progresso tecnológico e científico! O lucro pelo lucro é para mim uma falta de respeito por quem trabalha e gera riqueza e que muitas vezes tem dificuldades extremas para sobreviver! O lucro deve ser colocado sempre ao serviço da humanidade e não apenas ao serviço de alguns!

    2010-12-10 at 20:57

  2. VFS

    Precisamente Miguel!

    Há quem comece a demonstrar essa postura, que poderá ser definida como “Responsabilidade Socio-empresarial”.

    Infelizmente, para a grande maioria dos gestores, aquilo que refere é confundido com comunismo.

    VFS

    2010-12-10 at 21:03

  3. É muito difícil na gestão trabalho-emprego, haver um Código de leis justas.

    O homem comum, o trabalhador assalariado, que não seja do âmbito do governo, não será admitido, depois do período de crise. Isto é regra, e consta do Direito da Gestão Empresarial.

    O desemprego é a pior forma de doença, ou a gerar conflitos.

    Abraços

    Mirze

    2010-12-10 at 22:21

  4. joão Guilherme Barbedo Marques

    Gostava muito de intervir. Mas neste momento não tenho tempo.
    O que li não me soou muito bem. A acreditar no que li, jamais teremos qualquer recuperação.
    Talvez haja outras formas de resolver a situação.
    Na rapidez com que li o que está atrás, pareceu-em que alguém considera que “fora do governo” o trabalhador não será admitido. Se esta afirmação for aquilo que penso (e oxalá esteja enganado, como foi possível andarmos tantos anos para trás?) Portugal não terá recuperação!

    2010-12-11 at 0:46

  5. Joao Farinha

    Bom ponto Vicente, mas o argumento nem ee inquestionaavel na teoria… a que teoria te referes?

    2010-12-11 at 2:21

    • VFS

      João,

      não me referia a nenhuma teoria em concreto, mas apenas estava a considerar o abstracto.

      2010-12-12 at 20:34

      • Joao Farinha

        Ok Vicente… eu mudo entao o meu comentaario para: “nem na abstraccao essa ee uma verdade inquestionaavel… depende de qual abstracao estamos a fazer…”

        Abracos

        2010-12-14 at 2:20

  6. Joao Farinha

    O Rodrik faz aqui uma quantidade de pontos semelhantes: http://rodrik.typepad.com/dani_rodriks_weblog/2010/09/more-on-firing-costs-and-unemployment-during-the-crisis.html

    2010-12-11 at 2:27

  7. Joao Farinha

    http://www.voxeu.org/index.php?q=node%2F338

    2010-12-12 at 2:56

  8. Pingback: Pela Blogosfera « A Educação do meu Umbigo

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