Na base do conhecimento está o erro

E depois dos 7,5%?

Depois de os juros da dívida pública portuguesa (a 10 anos) terem ultrapassado os 7,5%, é provavel que este valor diminua e que se estabilize na orla dos 6-6,5%, o que continua a não ser bom para Portugal, mas que nos permitirá respirar um pouco.

Então, quais são os problemas e os cenários que se podem considerar?

Entre vários, um deles será a continua persistência do Governo de José Sócrates na cegueira e na recusa da diminuição da despesa, o que provocará um aumento dos juros da dívida pública portuguesa e a uma pressão reforçada para a necessidade de Portugal recorrer à ajuda financeira europeia e na vinda do FMI ao nosso país.

Nem José Sócrates nem Teixeira dos Santos perceberam (ou querem perceber) que os mercados não confiam neles. E, para o bem e para ou mal, são os mercados que nos financiam.

Até lá, os “boys” e afins, continuarão a encher o bolso sem qualquer tipo de impedimento moral, ético ou solidário. 

Muito naturalmente, mesmo quando o FMI já estiver em Portugal, quem nos conduziu a esta situação irá continuar a enjeitar as suas responsabilidades e tudo dirá e fará para se manter no poder.

Tudo isto são hipóteses. Vamos ver como vai correr a próxima emissão de dívida que o Governo tem agendada.

Se o nosso país for obrigado a aceitar juros altos, tenho sérias dúvidas que os grandes países europeus fiquem impávidos e serenos. Há coisas maiores que o nosso país em jogo.

A Grécia e a Irlanda já estão. Faltam Portugal e a Espanha, para não falar de outros. Mas a ordem será quase de certeza esta. E até Espanha nos vai pressionar!

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4 responses

  1. José Mª Ferreira da Silva

    Os efeitos da “crise financeira mundial – 2007-2009” fizeram-se sentir sobre a maior parte dos países da Europa ( para não falar doutras paragens ) independentemente dos défices orçamentais ou dívidas públicas que tinham antes. Este sistema finaceiro “tentacular” sugou recursos em todo o lado. Veja-se os exemplos da Irlanda ( até 2007 considerada por todos os “gurus” como um exemplo magnífico – o tigre celta ) e da Espanha ( que à data, tinha excedente orçamental – exemplo apontado por quase todos os nossos “brilhantes” professores de economia ).
    O que está em causa é pura e simplesmente, o seguinte: O que é e como se gera o rendimento real ? Como deve ser repartido pelos seus fautores ?.

    2011-01-10 at 13:30

  2. Vicente!

    Acredito que a crise que abala vosso país, abalará em seqüência todos os outros. Aqui no Brasil o ex-presidente Lula pagou toda a dívida do FMI, e nós fomos os sacrificados. Os países do 1º mundo, aquele famoso grupo dos cinco, deveriam conter esse tipo de comportamento.

    UTOPIA minha! Gerenciar a dívida pública é realmente difícil!

    Abraços

    Mirze

    2011-01-10 at 14:00

  3. joão Guilherme Barbedo Marques

    Vicente, não pretendia escrever, mas há duas coisas que me fazem escrever.
    1ª-Tem muita razão a Maria José Ferreira da Silva: o que é o rendimento real? como se gera?
    2ª-Aqui no Brasil, nada. A Mirze ou não está no Brasil ou não lê as notícias. De facto, o governo brasileiro não deve dinheiro ao estrangeiro (a não ser várias centenas de milhões) e até é credor. Mas o Brasil, o Brasil … deve carradas e carradas e é por ter entrado tanto dinheiro estrangeiro que o dolar e o euro despencaram e tornaram caras as exportações brasileiras. Quanto dinheiro estrangeiro está no Brasil que pode ser expatriado de um momento para o outro, porque não está aplicado, mas na Bolsa? Dois trilhões de dolares.
    E qual é dívida interna do governo brasileiro que lhe permitiu pagar ao estrangeiro? Um trilião e seiscentos bilhões de reais.
    Estas duas dívidas postas em Portugal e ele afundava no Oceano.
    Mais ou menos: 1,5 trilhões de euros. 150.000 euros por português de Portugal!

    2011-01-10 at 18:17

  4. joão gabriel marques

    Prezado Vicente,

    E as nossas reservas de ouro? Por que não utiliza-las nesta crise? Ah, já não existem. Pois não. Em dois anos do pós 25 de abril a “pesada” herança salazarista tinha sido queimada inutilmente.

    Lembro-me que a nossa reserva em ouro era a 7ª do mundo. Ela lastreava o nosso velho e bom escudo. Tinha ignorante que não sabia por que um país precisava de ter reservas…

    João Gabriel Osório

    2011-01-11 at 19:09

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