Na base do conhecimento está o erro

7,5%

Os juros da dívida pública nacional ultrapassaram os 7,5%.

Lamento, mas não há nada que possa explicar a incompetência do nosso Ministro das Finanças.

É perfeitamente aceitável que faça projecções de acordo com determinados parâmetros.

Mas é incompreensível que expresse publicamente os limites considerados. Ao fazê-lo, está a sujeitar as obrigações do tesouro a maiores pressões.

Será que não se apercebe das consequências das suas declarações?

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6 responses

  1. José Mª Ferreira da Silva

    Com declarações ou sem elas, a situação não se alteraria. Os portugueses ( os governos são o espelho deles ) não souberam gerir recursos, gastaram mais do que tinham, endividaram-se desmesuradamente e a maior parte da classe dos negócios, passou lá para fora quase toda a riqueza produzida cá.

    Os “Medinas” já não convencem ninguém. Foram cúmplices do “regabofe” e agora vêm “ditar sentenças” e “soluções”. O que lhes vale é que têem os bolsos recheados de reformas e portanto “os outros” que paguem.

    2011-01-10 at 13:20

  2. Que pena, Vicente que os seres humanos, no comando de uma nação tão importante, sejam corruptos e façam despropósitos.

    Um abraço!

    Mirze

    2011-01-10 at 13:53

  3. Carlos Lacerda

    Caro Vicente,
    Peço desculpa para discordar, mas o problema não tem nada a ver com isto…
    A vinda do FMI (e o consequente resgate da dívida soberana portuguesa por fundos do BCE e supervisão do FMI) neste momento não tem nada a ver com a actuação do Ministro das Finanças, nem com o que se publica nos mídia, nem com as declarações do lider da oposição. Tem a ver com outra coisa: são os alemães que vão decidir se vem ou não o FMI!
    Explico: a questão do custo da dívida portuguesa não tem nada a ver com a possibilidade de default, mas sim é fruto de ataques de especuladores internacionais (os “abutres”) que depois do crash de wall street em outubro de 2008 retiraram os capitais especuladores das bolsas e passaram a fazer aplicações especulativas “em tudo o que mexa” (e onde se possa ganhar dinheiro rápido!) como é o caso do açúcar, do trigo, do cacau, de outras comodities ou da dívida soberana de Estados débeis. Em Portugal não há objectivamente motivos reais para ser considerada a possibilidade de default, excepto por ataque destes abutres (que de facto o podem provocar…)
    A vinda do FMI depende e só da decisão que tomem os alemães.
    Explico: os alemães têm 2 cenários em cima da mesa. Ou a dívida portuguesa não contagia a dívida espanhola, e neste caso o BCE resgata a dívida nacional, sob supervisão do FMI e isso acontece na PRÓXIMA SEMANA. Ou no inverso, caso na opinião dos banqueiros alemães a dívida portuguesa contagie a dívida soberana espanhola, neste caso os alemães comprarão títulos de dívida portuguesa e espanhola, toda a que faça falta e até que os especuladores “se cansem”.
    E isto por um simples motivo: é que a alemanha tem poder financeiro para efectuar o resgate da dívida portuguesa (estimada em 85.000 milhões de €uros) pelo BCE, mas já “não tem peitos” para fazer o resgate de Espanha, avaliado em 230.000 milhões de €uros, uma quantia inimaginável !!!! E apenas a simples possibilidade disto acontecer leva os alemães a comprara a nossa dívida, toda a que faça falta!
    Não é caso, como dizia hoje o Doutor Jacinto Nunes, de rezar à virgem de Fátima, mas sim para rezar à “virgem” Merkel, porque caso ela decida que a nossa dívida não contagia Espanha, liga ao Sócrates e o FMI vem na próxima segunda-feira…

    2011-01-10 at 17:40

    • VFS

      Meu amigo,

      presumo que este teu comentário seria para o outro post.
      De qualquer maneira, o objectivo deste post era manifestar a minha incompreensão pelo facto do Teixeira dos Santos ter dito publicamente qual era o “seu” parâmetro.
      Das duas uma: ou é ingénuo, ou é …

      Quanto ao que referiste, a pergunta que já me faço há algum tempo é: quer a Alemanha continuar no euro?

      2011-01-11 at 10:10

  4. joão Guilherme Barbedo Marques

    Vicente
    E andamos nós a lutar gerações e gerações para nos tornarmos independentes e nos mantermos assim.
    Aparecem uns “pategos” que teria sido óptimo se não tivessem existido e destroiem a nossa independência sem pedir autorização.
    Aqui tiveram razão, em não pedirem autorização, porque a independência pertence à Nação e não há colégio que possa representar a Nação.
    Mas nós assistimos a isso e não o levamos a Tribunal.
    Pagamos o nosso desleixo de nos termos abandonado na mão de “bestas quadradas” que se julgam sabichões

    2011-01-10 at 17:57

  5. Carlos Lacerda

    É de facto uma grande verdade…a independência foi-se em 1985, na adesão à (então) CEE.

    Foi um fartar vilanagem, foram todos iguais, todos são (somos) culpados (mas eles de papo cheio…)

    É de fato uma grande verdade…
    (até nesta do Acordo Ortográfico venderam a Pátria mais uma vez e nós ficámos a ver…)

    2011-01-10 at 20:57

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