Na base do conhecimento está o erro

Archive for October, 2010

(in)flexibilidade

 

O Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou ser inflexível quanto ao défice.

“Sim, sou inflexível: o défice tem que ser de 4,6%”

Muita atenção, porque a inflexibilidade deste homem implica uma amplitude maior do que a do espectro eletromagnético.

Assim, é muito provável que quando este Ministro diz défice de 4,6% queira realmente dizer défice de 10%.

 


OE 2011

Para aqueles que ainda não se aperceberam, seja através duma abstenção, pela liberdade de voto ou com a conveniente falta de alguns deputados, o orçamento de estado vai passar no Parlamento.

São outras coisas que ficam por explicar.

E depois, há sempre a China (aqui).


Nova moeda portuguesa

Numa eventual saída do grupo euro, já se sabe qual será o termo que identificará a unidade monetária portuguesa:

SUBMARINO

Nos ultimos tempos só temos ouvido falar de dois submarinos, quatro submarinos, seis submarinos, … como se duma moeda se tratasse.


O(s) erro(s) do PSD

Não é preciso ser doutorado em psicologia para se fazer o perfil psicológico do Primeiro-Ministro de Portugal. Basta observá-lo!

É nitidamente narcisista e egocêntrico, pelo que não é de estranhar que se considere omnifulgente. Para além disso, pondo em pratica a metodologia que o PS dizia ser o modus operandi de Alberto João Jardim e que tantos anos criticou, julga-se omnisciente e omnipresente.
Infelizmente para nós, portugueses, tais “qualidades” fazem com que viva desfasado da realidade.

Quais foram os erros do PSD?
Vários que, na minha opinião, se resumem a uma coisa muito simples. Mas já lá vamos.

Todos, exceptuando o PS, sabemos que o país está há anos economica e financeiramente mal.

Muito naturalmente, devia ter logo dito que se iria abster na votação parlamentar do orçamento, fazendo com que toda a responsabilidade fosse única e exclusivamente de José Sócrates e do PS.
Não o fez, preferindo sentar-se à mesa das negociações. Ora, esta atitude configura duas asneiras: primeiro, ao negociar a proposta de OE do PS estava a transferir para si parte da responsabilidade, pelo que uma abstenção do PSD na votação no Parlamento seria incompreensível; segundo, e não menos importante, partiu do princípio que o Governo estaria de boa-fé nas negociações e disponível para cedências.

Sim, o PSD tem razão na insistência pela redução da despesa. Contar apenas com a receita já há muito que não é suficiente.

Se há linha condutora que é possivel identificar em todos os Governos pós-25 de Abril de 1974 é o contínuo crescimento da despesa. Neste capítulo, os governos de José Sócrates são exemplares, tendo conseguido fazer do descontrole uma arte e da ilusão um valor acrescentado.

O principal problema do PSD foi a falta de senso comum.
Esqueceu-se de ver as suas costas nas costas dos outros. O PS também quer legislativas antecipadas.

Como o Portugal de hoje já não tem as possibilidades de 1851 nem o Ministro Teixeira dos Santos é um Fontes Pereira de Melo, talvez seja realmente melhor que o FMI venha visitar o nosso país.

Só assim haverá os cortes na despesa que efectivamente devem ser implementados.
Talvez assim aqueles que acumulam reformas – que existem em todas as cores partidárias – deixem de as receber.

Finalmente, não considero que a ruptura das negociações seja um erro. José Sócrates tem que aprender a respeitar a vontade que o povo expressa nos sufrágios.


A presença chinesa em África

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Este artigo, que analisa a estratégia comercial chinesa em África, é uma leitura muito interessante. Sinais dos tempos?


A ler

 

Islão, democracia e tolerância (aqui).

 


“Economices”

 

Um turista chega a uma pequena cidade e entra num hotel. Na recepção, entrega duas notas de 100 euros e solicita ver um quarto.

Logo que o turista entra no elevador para ir inspeccionar os quartos, o gerente do hotel sai a correr com as notas na mão e dirige-se à mercearia do lado para pagar uma dívida antiga, cuja quantia era de 200 euros.

Surpreendido pelo inesperado pagamento da dívida, o merceeiro aproveita o dinheiro para pagar a um fornecedor um débito de 200 euros que há muito tinha.

Este, por sua vez, pega igualmente nas duas notas e corre à farmácia para liquidar um calote que aí tinha de, imaginem, 200 euros!

O farmacêutico, assim que se vê com as duas notas na mão, corre disparado para uma casa de alterne vizinha para liquidar uma dívida com uma prostituta. Curiosamente, o montade em falta era de 200 euros.

A prostituta agradecida, pega no dinheiro e dirige-se ao hotel, local onde habitualmente levava os seus clientes mas que ultimamente utilizava a crédito tendo acumulado uma dívida de 200 euros. Chama o gerente e colocando as notas em cima do balcão, diz que está a saldar a conta.

Nesse preciso momento, abre-se o elevador e o turista, dirigindo-se à recepção e manifestando o seu desagrado pelo que viu, pega nas duas notas de 100 euros, agradece e sai do hotel.

Ninguém ganhou ou gastou um cêntimo, porém agora toda a cidade vive sem dívidas com o crédito restaurado e começa a ver o futuro com confiança!

 


Mais vale 25% de alguma coisa …

Mais cedo ou mais tarde, devido à brilhante conduta do Governo português e à sua veia gastadora, vamos ter que estender a mão a pedir dinheiro. Essa “ajuda” virá da UE e do FMI, mas terá um preço muito alto, particularmente, no contexto social.

Não é difícil perceber que entre as contrapartidas exigidas para o financiamento da República estará o controlo do défice e a diminuição da despesa do Estado, o que significa menos apoio social e, eventualmente, despedimentos na função pública.

Não tenho ideia do montante que será necessário para reduzir nos “custos com pessoal”, mas sendo o mesmo quantificável em vez de se despedir alguns devia-se diminuir o salário de todos.

Mais vale 25% de alguma coisa do que 100% de zero!

Mas existe sempre quem defenda até ao fim os “seus direitos adquiridos”, preferindo ver um colega de trabalho a ser despedido a prescindir duma parte do seu vencimento. Afinal, com o mal dos outros podem eles bem!


Contas públicas

 

Será que o Governo tem efectivo conhecimento do descontrole que grassa na contabilidade do Estado?

Ouçam o que diz o Prof. Daniel Bessa (aqui).