Na base do conhecimento está o erro

Debate PSD

Do debate entre os candidatos à liderança do PSD emerge algo que já tinha afirmado:
Pedro Passos Coelho (PPC) é a mudança no PSD e será a mudança para o país.

Castanheira Barros não terá qualquer hipótese.

Aguiar-Branco demonstrou a sua razão no que tinha afirmado sobre traição e patenteou o alto nível da educação e dos valores que possui. Mas, apesar de ter marcado pontos, não terá possibilidade de ser eleito líder do PSD.

O derrotado da noite foi Paulo Rangel (PR).
Não é de admirar. A sua ascenção no PSD deve-se a circunstâncias extraordinárias.
Se, por um lado, o fizeram emergir rapidamente, por outro privaram-no dum contacto mais assíduo com as bases do partido. Também as suas próprias palavras não o ajudam. Afirmar, após a sua eleição para o Parlamento Europeu, que iria cumprir o mandato de deputado europeu e para depois acabar por ser candidato à liderança do partido, sabendo que tal o impediria de continuar em funções, não caiu bem.
Para além disso, está mal apoiado ao ser aconselhado por pessoas que apenas sustentam as suas “certezas” em vinganças e rancores.
Corre o risco de perder todo o capital político que tinha conquistado. Quer durante o período em que foi líder da bancada parlamentar do PSD como igualmente com a vitória nas europeias.

No entanto, como decisão ainda não está tomada e será “orientada” para um binómio (PPC/PR) não deverá ser descurado o apoio do Comerciante do Funchal.

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3 responses

  1. Albano Ddelize

    Só me parece de mau tom, os três candidatos terem ficado em silêncio, quando o santana fazia aprovar uma coisa dos diabos.Até cheguei a pensar que era o zé, o tal que faz asfixia democrática, que tinha soprado ao lopes, a proposta para se não dizer cobras e lagartos do líder durante os 60 dias anteriores a qualquer eleição.Valentes democratas são esses três indómitos portugueses.
    Eu quando for grande, quero ser filho deles.

    2010-03-23 at 18:22

  2. Não pude ver o debate, vi apenas um resumo (no canal 2).

    Não sei qual é a “traição” referida no texto, mas desconfio que se trate de algum pacto “surdo” de “não concorrência” entre AB e PR.
    Se for o caso, resta saber quando foi gizado e em que circunstâncias, para se poder concluir, ou não, pela invocada “traição”.

    Tenho ideia que aquando das eleições europeias a situação política nacional (designadamente a maioria socialista, a falta de informação sobre o deficit e a liderança do PSD… entre muitas outras circunstâncias) era bem diferente da situação no momento em que o PR decidiu (ou fez o anúncio da decisão de) candidatar-se à presidência do PSD.
    A ser assim, a mudança de opinião sobre o cumprimento do mandato como deputado europeu não é um sinal de volubilidade, mas sim um sinal de inteligência (pois é sabido que a teimosia nunca foi sinal de inteligência).

    Não sei quem são os conselheiros do PR (nem o texto o diz). O eventual demérito destes constituiria, por natureza, um defeito grave do aconselhado. Pois um bom líder é aquele que se sabe rodear das pessoas mais dotadas (e não o inverso).
    Não obstante essa hipótese, o PR parece ter ideias bem definidas sobre o que quer e sobre o que não sabe se quer. O que lhe permite com alguma facilidade fazer ouvidos moucos aos maus conselhos e trilhar apenas os caminhos de que esteja convencido serem os melhores.

    Na liderança do grupo parlamentar, o PR fez oposição ao governo como já há muito tempo não se via no PSD.
    Não se pode dizer o mesmo do AB, não tendo os restantes candidatos exercido essa função.
    O PR parece ser o único capaz de discutir “taco-a-taco” com o actual 1ºM, designadamente ao nível do tipo de retórica, de discurso e de vivacidade (tudo o que faltou à líder cessante). Nesse sentido são até parecidos (no melhor e no pior), o que, pelos vistos, tem vantagens eleitorais evidentes (basta ver os resultados que o PS conseguiu em 2 eleições sucessivas, apesar da governação que se viu… já para não falar dos resultados das eleições para o Parlamento Europeu).

    O PPC parece ter feito o trabalho de casa em relação às bases do partido (que é o que interessa para a eleição que se avizinha). No entanto, esse apoio dentro do partido não parece significar o apoio do eleitorado (que é o que interessará quando se realizarem eleições legislativas). Do PR diria exactamente o inverso.
    Os restantes 2 candidatos (AB incluído) parecem não ter hipótese nesta eleição. De resto, acho que nenhum deles tem o necessário carisma.
    Por falar em carisma, o PR parece ser o que tem mais. O PPC não tem propriamente carisma, mas apenas uma imagem que vem construindo desde há mais tempo, muito à base de marketing (e também de uma certa “pose”).

    Em matéria de ideias e de propostas concretas para uma governação alternativa, acho que nenhum deles apresentou um verdadeiro “programa” (talvez não tivessem de o fazer, por estarem a concorrer a eleições para a presidência do PSD e não às eleições legislativas). No entanto, é pena que o não tenham feito, pois seria interessante para o eleitorado (inclusive para a parte do eleitorado que é militante do PSD e que vai decidir a respectiva eleição interna) saber em concreto com o que poderia contar no caso de o PSD vir a chegar ao poder.
    Das tímidas aproximações a essa matéria o que parece ter mais ideias é, de facto, o PPC (talvez porque já se vem preparando para o efeito desde há mais tempo). Todavia, nem todas as suas ideias parecem ser boas, oportunas ou realizáveis. Parece ser tão idealista que o exercício da responsabilidade da governação o impediria de levar à prática a maior parte das suas ideias (isto faz-me lembrar alguém, que apesar de ser bem intencionado deixou o país num caos… embora tendo dado uma lição de moralidade com a sua espontânea demissão).

    Já me alonguei demasiado.
    Resta-me fazer votos que, na falta de uma alternativa de poder verdadeiramente nova e diferente, o PSD saiba encontrar um líder que faça a diferença relativamente ao líder do actual governo.

    Bem hajam pela paciência de me terem lido.

    2010-03-23 at 21:48

  3. Eduarda Costa Pinto

    Concordo com o que diz.

    Não é dificil perceber que se refere a Pacheco Pereira.
    Ele é um dos principais conselheiros de Paulo Rangel. Também concordo com o que diz sobre Pacheco Pereira num dos seus posts. Nunca se candidatou à liderança do partido. É um homem de ressentimentos. Parece achar que não teve o reconhecimento devido.

    Independentemente das nossas preferencias pessoais, o que desejo é que o PSD se una em volta do líder que eleger e se constitua uma alternativa credível ao PS.

    2010-03-23 at 22:37

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