Na base do conhecimento está o erro

Archive for October, 2008

Novos proteccionismos?

Eis o real custo da Globalização!

A (mesma) abertura das diferentes economias nacionais irá permitir o crescimento global, principalmente nos países asiáticos, e vai precipitar a queda da civilização ocidental.
O que se iniciará na Europa irá terminar nos Estados Unidos da América.

Como de costume, os nossos governantes só irão reagir no último momento, quando já for tarde demais.
Previsivelmente, não vão optar pelo que deve ser feito, mas pela receita habitual.
Preparem-se para novos proteccionismos!

Será que vamos ser capazes de nos reerguer?

 

This is the real cost of Globalization!

The opening of domestic economies will enable global growth, especially in Asian countries, and will precipitate the downfall of Western civilization.
What will start in Europe will end in the United States of América.

Inevitably, our governments will only react at the last moment, when it’s too late and predictably they won’t choose what should be done, but the usual recipe.
Prepare for new protectionism!

Will we be able to raise again?


Nostalgias

Em 1985, num trabalho realizado para uma das minhas disciplinas de então – Relações Económicas Internacionais – afirmei o seguinte:

“Entre o comunismo e o capitalismo há mais parecenças do que se julga. E, curiosamente, é o mesmo factor que levará à falha e queda de ambos os sistemas.
Embora por motivos diferentes, este, no que respeita ao comunismo, torna impossível a sua aplicação. Já quanto ao capitalismo, forçará o rompimento do sistema.
(…)
Por fim, quais são os elementos que permitirão maior longevidade aos sistemas? A flexibilidade e a elasticidade. Não é dificíl, portanto, chegar à conclusão que o capitalismo será o sistema que irá prevalecer. No entanto, também terá o seu fim. Sendo provável o seu acelerar devido a inexistência de uma contra-parte.”

Alguém é capaz de arriscar qual é o factor a que me referi?

P.S. – Tive nota negativa neste trabalho. Hoje, quem diria …

In 1985, in a work for one of my university subjects – International Economic Relations – I stated the following:

“Between communism and capitalism there are more similarities than you think. And, curiously, it is the same factor that will lead to failure and fall of both systems.
Though for different reasons, what, with regard to communism, makes its application impossible will force the breakup of the capitalism system.
(…)
Finally, which are the elements that allow longevity to systems? Flexibility and elasticity. Therefore, it isn’t difficult to conclude that capitalism is the system that will prevail. However, it also is going to end. The absence of a counterpart will accelerate its fall.”

Someone is able to risk which is the factor that I mentioned?

P.S. – I had a negative grade in this work. Today, …


Disciplina de voto

Publico

Independentemente do conteúdo dos diplomas em votação, há algum procedimento/mecanismo mais castrador da liberdade do que a Disciplina de Voto?

Eu não conheço.

As direcções dos partidos políticos deviam ter vergonha. Dizem-se democratas!

Mas em boa verdade, isto deriva do sistema eleitoral que vigora em Portugal.


Circunstâncias circunstanciais do Homem

“Eu sou eu mais as minhas circunstâncias”. Recentemente, esta frase de ORTEGA y GASSET foi evocada numa conferência a que assisti.

Subordinada ao âmbito da cultura, a qual apesar de toda a sua amplitude não deixa de ser compartimentada, ou involuntariamente desviada, a ligação das circunstancias de hoje com as de outrora foi delineada. Através de um desenrolar de sucessivos elos, simultaneamente, o homem e as suas variadas manifestações culturais foram referidos.

Estas realizações culturais traduzem uma evolução que preenchem a esfera existencial do homem. Sem excepção, todos os campos de actuação humana – social, civil, político, económico, artístico, religioso, etc, – são abrangidos pelos «ismos» (capitalismo, socialismo, comunismo, cristianismo, islamismo, judaísmo, determinismo, impressionismo, etc).

Pode não ser linear e/ou consensual desde os primórdios da existência dos nossos antepassados primatas, porém, é inquestionável que, a partir de um determinado momento, o homem foi gerador das circunstâncias. O Estado, moldado num processo gregário, é uma dessas ocorrências. E chegados a este ponto, é crucial notar que essa agregação é fundamentada pelo preenchimento de um vazio que levou a soma dos indivíduos a procurar esse tipo de associação.

Ora, as eventualidades que nos fazem resultam das que fizeram os que nos antecederam. Não são necessariamente as mesmas mas representam as sucessivas camadas onde assenta o desenvolvimento do homem e o alargar do seu horizonte cultural.

Por isso somos! Circunstancialmente também! Mas o que hoje somos, somos, na minha opinião, devido à escolha feita por Leónidas e pelos outros duzentos e noventa e nove espartanos. Escolha de verdadeiro carácter. Escolha que não foi fácil. Afinal, se já eram sombrias as circunstancias que os levaram às Termópilas, o ambiente que lá vivenciaram foi muito mais profundo e final.

E opções como as acima descritas dificilmente são tomadas pelos nossos líderes políticos. Donde, no limite, resulta que o Estado não procura efectivar os fins que fizeram a sua origem. Por outras palavras, o Estado é uma criação do homem que não visa o bem-estar do seu criador mas sim a sua própria sobrevivência e manutenção.

A relatividade não é apenas aplicada ao binómio espaço-tempo. É incomensuravelmente percepcionada no todo e em tudo que nos rodeia. É particularmente sentida no intangível das circunstâncias, onde a soma do individual não perfaz o resultado da sociedade.

Como tal, o Estado não é imprescindível e/ou insubstituível. É o imutável mutável através das circunstâncias e dos momentos. Se não for capaz de suprir o vazio entre si e a soma dos indivíduos que o compõem sucumbirá. A bem ou a mal.

ORTEGA y GASSET também disse: “Eis o que leva ao intervencionismo do Estado: o povo converte-se em carne e massa que alimenta o simples artefacto e máquina que é o Estado”.

Nestes dias, as circunstâncias circunstanciais do homem português são nebulosas. Num país com o número de cidadãos que o nosso tem, saber que 20% da população vive abaixo do patamar da pobreza é deveras preocupante. E mais ainda é perceber os efeitos que algumas medidas provocam na classe média, principal motor de qualquer economia. Os avisos vêm de vários lados. Mas, os que mais me impressionam são os do Banco Alimentar contra a fome, que relata professores, advogados, psicólogos e afins entre os que frequentemente procuram ajuda para subsistir.

O Primeiro de Janeiro – 6 de Dezembro de 2007