Na base do conhecimento está o erro

Archive for June, 2008

Citações (4)

“At any given moment there is an orthodoxy, a body of ideas which it is assumed that all right-thinking people will accept without question. It is not exactly forbidden to say this, that or the other, but it is ‘not done’ to say it, just as in mid-Victorian times it was ‘not done’ to mention trousers in the presence of a lady. Anyone who challenges the prevailing orthodoxy finds himself silenced with surprising effectiveness. A genuinely unfashionable opinion is almost never given a fair hearing, either in the popular press or in the highbrow periodicals.”

George Orwell, 1945, The Freedom of the Press.

“Num determinado momento existe uma ortodoxia, um corpo de ideias que todas as pessoas bem pensantes devem aceitar sem questionar. Não estão proibidos de dizer isto, aquilo ou aqueloutro, mas não é próprio dizê-lo, da mesma maneira que não era próprio mencionar «calças» diante de uma senhora em meados da era vitoriana. Todo aquele que desafia a ortodoxia dominante, dá por si silenciado, com uma eficácia surpreendente. Uma opinião genuína fora da norma, praticamente nunca tem direito a uma audiência justa, tanto na imprensa popular como nos periódicos eruditos.”


Citações (3)

“I believe that banking institutions are more dangerous to our liberties than standing armies. If the American people ever allow private banks to control the issue of their currency, first by inflation, then by deflation, the banks and corporations that will grow up around [the banks] will deprive the people of all property until their children wake-up homeless on the continent their fathers conquered. The issuing power should be taken from the banks and restored to the people, to whom it properly belongs.”

“I am not an advocate for frequent changes in laws and constitutions, but laws and institutions must go hand in hand with the progress of the human mind. As that becomes more developed, more enlightened, as new discoveries are made, new truths discovered and manners and opinions change, with the change of circumstances, institutions must advance also to keep pace with the times”.
THOMAS JEFFERSON


Citações (2)

“O poder infinito de Deus não está na tempestade, mas na brisa.”
RABINDRANATH TAGORE

“É o coração que sente Deus e não a razão.”
BLAISE PASCAL

“Entre ‘Deus existe’ e ‘Deus não existe’ estende-se um campo muito vasto, que um autêntico sábio atravessa com grande esforço.”
ANTON TCHEKHOV

“O homem propõe, Deus dispõe.”
THOMAS KEMPIS


Valores, Cidadania e Segurança Nacional

Tendo em mente os diversos enquadramentos considerados numa análise à temática da Segurança Interna, optamos por uma pequena ponderação sobre a relação entre os valores, a cidadania e a defesa nacional.

Não é possível continuar a ignorar determinados comportamentos porque estes começam a ameaçar a sociedade e, consequentemente, a penhorar o futuro da nação.

O ritmo de vida específico da sociedade ocidental implica que, devido à sua exigência, os pais dispõem de menos tempo para seguir crescimento dos filhos. Necessariamente, aqueles “delegam” aos professores a tarefa da educação dos seus descendentes, esperando que, para além de conhecimentos, também lhes sejam transmitidos os valores e as regras da coexistência social basilares para a educação cívica.

Tal implica que cabe aos docentes disciplinar os alunos, mas quando os professores são confrontados com a necessidade de admoestar e/ou sancionar o comportamento dos discentes, os primeiros a expressar-se contra tais opções são os progenitores.

É, no mínimo, curioso observar que, no que se refere à cidadania e à concomitância social, parece prevalecer uma tendência natural, alicerçada numa posição individualista, em considerar que nós, percepcionados na primeira pessoa, temos Direitos e que os restantes, encarados na terceira pessoa, apenas Deveres.

É, por isso, importante salientar que a cidadania não se esgota no conjunto de Direitos e Deveres concedidos pela lei. Para que a cidadania seja plenamente alcançada é fundamental um elemento fulcral: o exemplo dos pais. Este chega-nos pelas mais variadas formas, quer seja através da formação recebida em família, quer pela disciplina, ou ainda, quer pela transmissão dos valores característicos do núcleo familiar. Estou a referir-me aos “laços” familiares que são comunicados de geração em geração e que são indispensáveis para a formação da personalidade. Ora, se os pais estão ausentes também os valores o estarão. Por mais aptos que sejam, não serão os professores quem deve suprir as insuficiências originadas por essa ausência porque nenhum docente pode ou deve substituir um pai. No limite, são um complemento dos pais.

Certamente que não é só de agora mas, ultimamente, o número de agressões de alunos a alunos e de alunos a professores aumentou preocupantemente. De acordo com o divulgado pelo Observatório de Segurança Escolar, durante o ano passado foram comunicadas, pelas escolas ao Ministério da Educação, 390 casos de agressões a docentes, sendo que as mesmas foram praticadas ou pelos discentes ou por encarregados de educação. É igualmente inquietante que, apenas num hiato temporal de dois meses, a linha SOS professor tenha recebido 68 pedidos de ajuda, todos eles referentes a problemas entre professores e alunos ou familiares destes.

Ora, um jovem que agride um colega e/ou um professor é muito bem capaz de atacar um progenitor. E imanente à figura de um pai e/ou professor está a autoridade, pelo que, também não é de estranhar o aumento, registado pela Guarda Nacional Republicana e pela Polícia de Segurança Pública, dos delitos contra agentes da lei. Seguindo esta lógica, não é disparate nenhum considerar que também a autoridade do Estado é e/ou será desrespeitada e que os valores de ligação ao país se esmaeçam.

O crescimento da indisciplina e da agressividade dos jovens é um fenómeno em efervescência. Se não for devidamente analisado poderá colocar em causa, num futuro não distante, a segurança interna do país. Que devemos então fazer? Atrevo-me a sugerir o seguinte, sendo que estas sugestões não passam disso mesmo, uma hipótese.

Fruto da acção das juventudes partidárias, da conjuntura internacional vivida na época e muito provavelmente, a factores económicos, o serviço militar obrigatório (SMO) / serviço efectivo normal (SEN) foi terminado. O serviço militar é agora voluntário, i.e., profissional. Dificilmente deixará de o ser. Mas, nos dias de hoje, quais seriam as vantagens de um SMO, ou pelo menos, de uma recruta obrigatória? Para os jovens, representaria:
1- Formação cívica e profissional (para alguns, a última oportunidade);
2- Consciencialização dos valores da defesa nacional;
3- Experiência de vida num ambiente de disciplina;
4- Enriquecimento pessoal e humano.
Por sua vez, para o Estado seria, através da consolidação do seu capital humano, um pilar para manutenção do futuro.

A participação em programas de apoio cívico e social seria outra possibilidade. Mas era necessário que essa participação fosse compulsiva e não facultativa. Qual é o objectivo adjacente a esta particularidade? Simplesmente fazer com que os jovens percebam que a vida não é fácil e que nem sempre podemos fazer o que queremos.

Actualmente, devido às circunstâncias acima descritas, o contacto entre os jovens e os diversos ramos das Forças Armadas, resume-se ao dia da defesa nacional. Apesar do mérito de tal iniciativa, parece-me que a duração da mesma é manifestamente insuficiente. E os moldes em que está formatada significam que nem todos os jovens usufruem desse contacto.

Países como a Bélgica e a Holanda, quando confrontados com as mesmas realidades que levaram ao fim do SMO no nosso país, decidiram implementar programas de forma a permitir com que todos os jovens tivessem um contacto efectivo e positivo com as Forças Armadas. Estes projectos, realizados em parceria com os respectivos Ministérios da Educação, fazem com que, nos últimos anos do ensino obrigatório, militares especialmente preparados para o efeito se desloquem às escolas para ministrar palestras e coordenar exercícios práticos com os jovens. O contacto que estes recebem da instituição militar não se resume a um dia e os benefícios daqui colhidos são multidisciplinares. A aplicação destes exemplos é outra hipótese a considerar.

As ameaças à segurança interna não resultam apenas dos novos actores transnacionais. Há outros géneros de cominações que devem ser equacionadas. Nos dias de hoje, o último baluarte dos valores reside na instituição militar. Promover e incrementar o seu convívio com a juventude é primordial, porque, na essência, a cidadania e a defesa nacional são valores.

Os pressupostos inerentes ao objectivo do “sucesso escolar”, que faz com que os professores tenham que passar todos os alunos sem qualquer tipo de exigência qualitativa, traduziram-se na efectiva perda de autoridade dos docentes e na consequente perda de respeito dos discentes. Alterar o “Estatuto do Professor” para reforçar a autoridade dos docentes e dos órgãos directivos das escolas é um passo no sentido certo, mas pode não ser suficiente. Também há que incluir, na estrutura curricular dos alunos, matérias como o civismo e a cidadania. E acima de tudo, se um aluno não sabe não deve transitar de ano. Os jovens de hoje serão os líderes de amanhã. Que tipo de dirigentes estamos a formar?

O Estado não é apenas o território, o povo e os seus órgãos políticos. Valores também são a nação. Aliás, são os valores que a sustentam. Sem estes, não haverá substância nem auto-estima. Sem estes, o Estado soçobrará.

E os caminhos para a segurança e para o futuro da nação portuguesa só dependem de nós.

Vicente Ferreira da Silva
Publicado na Cidadania e Defesa n.º 24 Março/Abril de 2007


Democracia? Onde?

Enquanto os responsáveis dos cargos públicos não forem responsabilizados, civil e criminalmente, pelas decisões que tomam não haverá democracia.

Democracia e/ou liberdade sem responsabilidade não é democracia nem tampouco liberdade.

Sim, naturalmente que há responsabilização.
Mas apenas dos cidadãos que elegem. Os cidadãos eleitos estão protegidos por leis constitucionais como o ESTATUTO DOS DEPUTADOS. Ou seja, aqueles que fazem as leis não respondem pelas leis que fazem. Brilhante!

Ora, é precisamente por ser uma lei constitucional que não colide com o 13º Artigo da Constituição da República Portuguesa.

Não há juristas por aí?


Mining the Sky: Untold Riches from the Asteroids, Comets and Planets

Mining the Sky Untold Riches from the Asteroids, Comets and Planets 2

 

Escrito em 1996, por John S. Lewis,
este livro é, na minha opinião, de leitura obrigatória.

Written in 1996, by John S. Lewis,
this book is, in my opinion, of mandatory reading.


Liberdade, valor absoluto

Liberdade é aceitar as responsabilidades pelas escolhas que fazemos!

Só neste enquadramento mental, considerada como um valor, é que a liberdade pode ser encarada como um conceito absoluto.

Sem isso, a procura da felicidade será sempre frágil!


Transparência

A transparência não é um mero conceito ou algo que seja banal.

A transparência é um valor!

(Nunca é demais repeti-lo)


Uma questão de bom senso!

Se algum dia tiver funções de chefia, e muito particularmente com implicações sociais, os meus dois principais conselheiros ou assessores serão, naturalmente, pessoas da minha maior confiança.

Todavia, um pensará como eu e o outro defenderá precisamente o contrário do que acredito!


(In) Tolerâncias

As reacções, na minha opinião inusitadas, ao comentário proferido pelo Presidente da República no passado dia 10 de Junho merecem alguma reflexão.

“Dia da raça”. Qual é o problema desta expressão? Num País e num mundo cosmopolita porque é que a mesma não pode ser utilizada? Porque é que determinadas pessoas não conseguem ultrapassar certos fantasmas e andar com a vida para a sempre? O tempo do Estado Novo já lá vai. Vivemos em democracia. É verdade que é jovem e recente, mas é uma democracia.

O que também começa a parecer inquestionável é que este tipo de atitudes só demonstra o nível de tolerância de alguns indivíduos. Ou será melhor dizer intolerância?

A vitória de António de Oliveira Salazar como o «maior português de todos os tempos» foi uma coisa muito mal digerida por algumas pessoas. Não me recordo da quantidade de portugueses que participaram na votação, nem esse pormenor é aqui importante, pois o que interessa salientar é que as reacções observadas depois de conhecidos os resultados foram verdadeiramente deploráveis.

Agora, com outra expressão que eventualmente permite uma acepção relacionada com um específico período histórico da vida de Portugal, nomeadamente aquele que foi dirigido pelo português atrás referido, ouvem-se de novo vozes a pedir explicações.

Por acaso, V. Exas., não tem outros assuntos mais importantes com que se preocupar?

Curiosamente, sempre que assisto a comportamentos deste género, fico com a seguinte dúvida: Será que estas vozes, que se manifestam ruidosamente, gostam de Portugal? Vamos considerar que sim. E se eu reformular a pergunta e utilizar estes termos: V. Exas., amam a Pátria portuguesa? V. Exas., dirão que não? Então, porque é que reagem sempre desta maneira quando alguns tipos de formulação são empregues?

Se nós vivemos em democracia e a liberdade de expressão é, para além de um valor, um direito consagrado na nossa Constituição, porque raio é que é necessário utilizar determinadas palavras em vez de outras, quando ambos os vocábulos significam a mesmíssima coisa?

Acredito que algumas circunstâncias sejam traumatizantes. Não julgo experiências passadas nem vivências experimentadas. Mas, em vez de se preocuparem com ninharias, se procurassem analisar o porquê da escolha de Salazar como o maior português, talvez as conclusões de semelhante análise fossem mais proveitosas. E se V. Exas., perceberem a razão porque os eleitores deixam de se rever nos seus representantes, quiçá, numa futura auscultação similar, o resultado venha a ser diferente.

Por isso, repito, V. Exas., representantes de partidos políticos e afins, eventualmente titulares de cargos públicos, que se manifestam contra determinadas expressões, não tem outros assuntos mais importantes com que se preocupar?

Não vive o País tempos muito difíceis que requerem toda a vossa ponderação? Porque razão vão agora criar mais uma situação de distracção, sendo que essa condição vai desviar a atenção dos problemas que devem ser solucionados.

E recordem-se que democracia e liberdade implicam aceitar e respeitar visões e opiniões diferentes da nossa. Sejam tolerantes para os outros serem tolerantes convosco.

Publicado: 13 de Junho de 2008 – O Primeiro de Janeiro


Profecia?

 

A era da ganância

 levará

à barbárie da pobreza!

 


Citações

“O sufrágio universal é a mais monstruosa e a mais iníqua das tiranias, pois a força do número é a mais brutal das forças, não tendo ao seu lado nem a audácia, nem o talento”
P. BOURGET

“Por mais que procure a verdade nas massas, não a encontro. Só nos indivíduos.”
E. DELACROIX

“Poucos Homens são Homens – dai que seja extremamente «indecente» que sejam estabelecidos os Direitos do Homem, como se existissem realmente. Sede Homens e os direitos do Homem irão até vós, por si mesmos.”
NOVALIS

“Ter escravos não é nada, mas o que se torna intolerável é ter escravos chamando-lhes cidadãos.”
D. DIDEROT


This one really RULES

Which law is this?