Amanhã é dia de eleições legistativas.
Dia de escolhas. De escolhas que devem ser positivas.
Assim, expresse validamente o seu voto para que as circunstâncias possam vir a ser outras.
Amanhã é dia de eleições legistativas.
Dia de escolhas. De escolhas que devem ser positivas.
Assim, expresse validamente o seu voto para que as circunstâncias possam vir a ser outras.
Ana Gomes, eleita eurodeputada e candidata nas eleições autárquicas, quererá também ser ministra?
(Belo exemplo de gestão pública e de renovação política – monopolizar candidaturas a tachos)
Só agora, o que já devia ter sido feito há muito.
Um ar da sua graça? Esperemos que não.
Perante determinadas opções, não é possível deixar de considerar que se a escolha tivesse sido outra, talvez a vitória já fosse uma certeza. Mesmo sem maioria!
Quem dá tiros no pé magoa-se!
P.S. – Principal beneficiado? Francisco (Tele-evangelista) Louçã

Já tinha considerado a possibilidade das pastas das finanças e economia irem, num governo de coligação, para o BE. Só não sei quem será o titular. Se uma convergência de esquerda acontecer, a certeza é que este senhor poderá ser Ministro de Estado (e vice-Primeiro-Ministro?).
Não falo por ninguém, mas ainda vou (vamos) ter saudades do Teixeira dos Santos.
O Estado tem três fins:
Segurança;
Bem-estar;
e Justiça.
Sendo um dos pilares onde assenta a democracia, não acham estranho que os maiores partidos portugueses não falem da Justiça?
Os candidatos dos maiores partidos políticos portugueses são-no há tanto tempo, e por tantas vezes, que já estão comprometidos entre si. Consequentemente, em determinados temas, agem como cartéis.
Leiam esta opinião!
Eis um bom post, sobre o qual devemos reflectir: senso comum por rui a.
Se o CDS-PP obtiver nas legislativas um resultado inferior ao verificado nas europeias isso significará que o resultado obtido em Junho se deve a Nuno Melo e não a Paulo Portas.
Igualmente poderá significar que talvez esteja na hora do PP se renovar e procurar outro líder, na minha opinião, mais coerente com os princípios que o partido defende .
Talvez?
Bloco Central?
É possível. Já se sabia, mas depois do debate desta noite, só com um sacrificado.
O candidato do partido que ficar em segundo lugar.
Se ganhar o PS, será Manuela Ferreira Leite.
Se ganhar o PSD, José Sócrates não fará parte do governo.
Medidas como esta não ajudam a economia e só revelam que os responsáveis políticos não aprendem.
O proteccionismo não é o caminho a seguir. Não num mundo globalizado, onde todos precisam de todos.
As ideias que surgiram com as revoluções americana, todos os homens nascem iguais, e francesa, o tríplice princípio da liberdade, fraternidade e igualdade, originaram uma mudança sem precedentes na história da humanidade. Sem precedentes!
Apesar de terem recuperado ideais e sistemas de organização política gregas e romanas, não estamos a falar do mesmo conceito de liberdade. Convém não esquecer que nestas comunidades os direitos e garantias individuais não eram considerados uma vez que o cidadão era encarado como um servidor de Estado em vez do contrário. Na antiguidade clássica, o Estado era e controlava tudo. O colectivo não era formado pelo individual, o Estado subjugava o indivíduo, exigindo-lhe que participasse activamente na vida pública.
Assim, decorre da marca do tempo e da evolução do pensamento o conceito de liberdade que hoje identificamos, sendo o mesmo proveniente do iluminismo que afirmou a primazia do indivíduo sobre o Estado. Por outras palavras, considerando os pressupostos que estão na base de cada um destes dois conceitos de liberdade, não é exagero nenhum afirmar que os mesmos são quase antagónicos. Note-se que no tempo de Platão e de Aristóteles os direitos individuais, onde se incluiu a presunção da inocência, não existiam. Para nós, tal é impensável.
Mas se for preciso outro exemplo, para um grego a noção de democracia representativa era inconcebível. Para nós, o contrário é que o é.
Há quem se admire das indicações das sondagens que indicam 25% de votos à extrema-esquerda (aqui e aqui).
Eu concordo que é perigoso como igualmente uma indicação semelhante de votos para a extrema-direita o seria. Mas tratando-se duma expressão livre da vontade popular, nada mais há a fazer do que a aceitar.
Explicações? Bastará ler A REBELIÃO DAS MASSAS de Ortega & Gasset para perceber o que se passa.
Sou um adepto do Estado liberal.
Considero O CAMINHO PARA A SERVIDÃO, de Hayek, um dos melhores livros que já li. Considero mesmo que a solução apontada no livro é a ideal para a sociedade.
Então, porque é que o estado liberal e a democracia representativa falham?
Simples. Devido ao pecado original da democracia.
Enquanto os titulares dos cargos públicos e/ou políticos do Estado usufruirem de imunidades e de outros tipos de regalias não haverá igualdade entre todos os cidadãos. Uns serão mais iguais do que os restantes.
Não havendo igualdade entre os cidadãos, não haverá liberdade. Apenas a ilusão de liberdade e igualdade.
Liberdade não é a possibilidade de escolha. É a responsabilização pela escolha feita!
Como nenhum partido político alterará esta circunstância, temos, efectivamente, um longo caminho a percorrer.
Isto é que é velocidade!
Se Portugal saísse assim da crise …
Nova crise financeira irá assolar o mundo (aqui).
Segundo o n.º 3 do Artigo 1º dos actuais Estatutos do BE, “O Bloco de Esquerda defende e promove uma cultura cívica de participação e de acção política democrática como garantia de transformação social, e a perspectiva do socialismo como expressão da luta emancipatória da Humanidade contra a exploração e opressão.”
E quando o socialismo é que é exploração e opressão?
Ou os exemplos históricos não contam?
À atenção dos candidatos às legislativas 2009:
Devido aos excessos que nos conduziram à crise económica mundial, um pouco de prudência e de contenção verbal com os sinais que se vislumbram não será demais. A retoma poderá ser curta.
E mesmo considerando esta possibilidade, há que não cair na tentação da demagogia e não criar falsas expectativas nem à população, nem aos agentes económicos.
POLÍTICOS!
“Homens com ambição
são políticos sem convicção.
Quer no governo,
quer na oposição,
o que dizem num momento, desdizem noutro,
consoante a posição que detêm:
governo ou oposição.
Fazem leis sem ciência!
Na urgência do instante,
sem consideração pelo futuro,
pelo voto sem consciência,
na protecção da imunidade.
Porque o partido não é individual
e o partido é a justificação total.
Sem ele, não são políticos!
Sem ele, são responsabilizados!
Políticos!
Sejam de esquerda,
sejam de direita,
tem preocupações comuns:
A demagogia,
pela qual obstruem e afundam a democracia.
E o bem-estar.
Os políticos preocupam-se com o bem-estar.
Com o deles!”
in Aforismos e Reflexões [Poética]
É indesmentível que o caciquismo é um fenomemo incontornável na realidade política nacional. A todos os niveis!
Deve a sua génese aos partidos políticos nacionais onde, infelizmente, é transversal.
Este senhor, que foi eleito Presidente do CDS-PP à custa do caciquismo, parece ter esquecido esse facto e não se coíbe de apontar o dedo aos outros.
Não é que não tenha razão, mas também deveria olhar para o seu próprio partido.
Mário Crespo (aqui)
Exemplos de tolerância (via O Insurgente) e de paciência (via Fiel Inimigo) no mundo que nos rodeia.
Qual é a vantagem que este senhor tem ao atrasar o processo do Freeport?
Para um arguido, que se diz inocente e assim deve ser considerado até prova em contrário, não é melhor que o processo seja resolvido o mais depressa possível?
Sendo a Prisa um agente económico bem estruturado e organizado é de estranhar que não tivesse antecipado que o afastamento de Manuela Moura Guedes da TVI pudesse ter o efeito de beneficiar o seu mais directo competidor.
José Sócrates negou qualquer interferência no assunto.
No meio disto tudo, o que é que a Prisa (TVI) ganhou? Homonegeidade editorial?
E o que é que poderá vir a ganhar?
Isto,
até pode não ser uma interferência.
Mas o que é?
Uma manifestação de tolerância?
Durante o debate de ontem, Francisco Louçã garantiu que o BE não fará um governo de coligação com o PS devido às divergências com a política económica seguida pelo PS.
Mas e se os titulares das pastas da economia e/ou finanças forem do BE?
Na Câmara Municipal de Lisboa (CML).
Em 2006, o então titular da CML, Carmona Rodrigues, e respectivos adjuntos enganaram-se nos cálculos.
Em 2009, o actual titular da CML, António Costa, e respectivos adjuntos não corrigiram os cálculos.
E a consequência é: a boa gestão pública portuguesa.
Mas não se preocupem. Há, concerteza, uma explicação. E só estão a gastar mais um pouco do nosso dinheiro.
Os que criticaram a suspensão de comentadores procuraram agora suspender programas.
Aqueles que procuraram suspender comentadores criticam agora os que suspendem programas.
Qual é o ponto em comum entre estes e aqueles?
Todos negam que tivessem tal propósito ou intenção.
Vivemos na mais completa falta de vergonha!
Eis os programas políticos dos partidos com representação parlamentar:
Tendo em conta as observações que se escrevem por aí (entre outros, aqui, aqui, aqui e até aqui) sobre o conteúdo dos diversos programas políticos, tomo a liberdade de reproduzir parte de um artigo meu, publicado a 29 de Maio de 2008, no jornal O Primeiro de Janeiro.
E porque não?
Era a melhor maneira de acabar com o chorrilho de promessas que insultam a inteligência da população!
O Paulo Morais pede explicações.
E faz muito bem. Mas a quem é que ele deve pedir as mesmas?
Sobre esta temática? Na minha opinião, ao legislador!
No entanto, não devemos esquecer as mudanças que o legislador foi introduzindo nos pressupostos das medidas de coacção, a quantidade de titulares de cargos públicos (incluindo de órgãos de soberania) que são (ou foram) arguidos e as consequências que decorrem destas mudanças para estes últimos.
Como a lei é geral e (quase) igual para todos, é de admirar que aconteçam aberrações como a não aplicação da prisão preventiva neste caso?
Só se o seu objectivo for a protecção de determinados interesses ou de um grupo de pessoas é que algumas alterações à lei são compreensiveis.
P.S. – Ah sim! Naturalmente, também não devemos descartar o custo que representam os presos preventivos aos cofres do Estado. Aparentemente, para as mentes brilhantes que elaboraram o actual enquadramento jurídico, é preferível o custo da segurança social ao custo dos presos preventivos.
Alguém me diz o que significa isto?
Confesso que na maior parte das vezes não concordo com as análises do Daniel Oliveira.
Mas tal não impede que leia o que ele escreve.
Este artigo está fantástico.
No entanto, é assim tão surpreendente?
Para além de ser uma uma manta de retalhos, desde cedo que a personalidade dominante do BE foi o Francisco Louçã. Ora, sabendo qual é a linha orientadora da ideologia política do seu “presidente”, será realmente de estranhar que o BE venha a ter convulsões internas por causa da miragem e da passagem pelo poder?
Quer parecer-me que alguém anda a ficar desiludido. E não vai ser o único.
Mais uma vez manifesto a minha tristeza por as listas de deputados do PSD serem incoerentes com o discurso que vinha a ser utilizado pela líder do partido.
Mas, se isto é fado?
O que é isto? Desgarrada?
Tenho passado os últimos dias a tentar demover amigos meus, tradicionalmente votantes no PSD, que estão inclinados a votar no BE.
Não sei se os meus argumentos estão a produzir efeitos!
Em boa verdade, a única razão que me faz votar no PSD é ser um mal menor em relação ao PS.
Preferia mil vezes fazê-lo por convicção.
Para além de alguns “excessos”, característicos da sua personalidade, nada a dizer das análises do Medina Carreira.
Nos últimos tempos, a única coisa que não gostei de ouvir dele foi, numa entrevista com o Mário Crespo, ter afirmado que dificilmente iria votar.
Só há duas maneiras de modificar as coisas:
através do sistema, exercendo o voto;
ou alterando o sistema.
Como os detentores da capacidade de alterar o sistema não o fazem pois serão os principais prejudicados, só através duma revolução é que o sistema será modificado.
Sempre que pessoas esclarecidas afirmam que não votam, lembro-me de Edmund Burke:
“Para que o mal triunfe basta que os bons fiquem de braços cruzados”.
Não votar é ficar de braços cruzados, permitindo que outros decidam, por nós, o nosso futuro.
É uma das hipóteses que muita gente considera.
E a crer no que as sondagens apontam, especialmente esta, é provável uma coligação governativa entre o PS e o BLOCO de ESQUERDA.
Nada será mais negativo para o futuro do país. A ver vamos.
Estou curioso para ver novas sondagens, agora que o programa do PSD foi apresentado.
Que é feito da integridade?
Nas anteriores legislativas, o PS, liderado por José Sócrates, ganhou as eleições.
Apesar de não ter votado PS, naturalmente aceitei o resultado da manifestação popular e, depois das suas intervenções iniciais, principalmente no que expressou quanto à reforma do sistema político, até lhe dei o benefício da dúvida.
Ora, confrontado com uma rebelião (em surdina) por parte do seu própio grupo parlamentar, Sócrates não foi capaz de fazer o que tinha dito. Para mim, perdeu logo aí o «estado de graça».
Um dos problemas de José Sócrates – quiçá decorrentes da sua personalidade – é não ouvir opiniões diferentes das suas. Mas o seu maior problema é estar rodeado de ínumeros assessores que não são capazes de lhe dizer “não faça isso pois será um erro” com medo de perderem o lugar.
Sempre fui um defensor da Manuela Ferreira Leite. Era ela quem deveria ter assumido a chefia do governo depois da saida do Durão Barroso. Mas assim não foi e hoje vivemos as consequências de opções erradas, porque (quase?)ninguém foi capaz de dizer não ao Santana Lopes …
É por isso que lamento muito, mas tenho muita pena que o PSD tenha apresentado as listas de deputados que apresentou. É por isso que tenho medo que igualmente a líder do PSD esteja rodeada de pessoas que não sejam capazes de lhe dizer não.
Mas pior será se for a própria líder a não ser capaz de dizer não!
Não era dificil prever que as listas que o PSD apresentou fariam com que alguns dos seus votantes procurassem outra alternativa. O Bloco de Esquerda era uma delas.
Independentemente da escolha que esses votantes fizerem, o que irá emergir destas eleições é a vitória do voto sem convicção. Mesmo aqueles que se mantiverem fiéis aos partidos em que costumam votar, fá-lo-ão por necessidade e não por opção.
Já não bastava o voto útil que, por ser uma escolha de exclusão e não de inclusão, é nefasto à democracia. Tinham que arranjar maneira de piorar as coisas forçando o emergir do voto sem convicção.
Que pensar, quando pessoas esclarecidas – Fernando Nobre e Mário Crespo – procuram alternativas fora dos habituais ocupantes do poder?
Quando os políticos portugueses se referem aos filósofos gregos, fico sempre com a pulga atrás da orelha.
Na Universidade de Verão que o PSD organizou este ano, na sua intervenção, Marques Mendes pediu mais ética na política e afirmou que pessoas arguidas em processos não deviam constar nas listas dos partidos. No dia seguinte, Paulo Rangel afirmou-se contra essa possibilidade, por ser contra a presunção de inocência e outros direitos individuais, referindo ser necessário que Platão e Aristóteles fossem mais lidos pelos políticos.
Se é verdade que há falta de políticos que tenham lido Platão e Aristóteles, aparentemente quem os leu não os entendeu.
No tempo de Platão e de Aristóteles os direitos individuais, onde se inclui a presunção da inocência, eram inconcebíveis. E a ética, sendo indissociável da vida pública, era imprescindível na política.
Há coisas que não se compreendem.
Na mesma intervenção, a Ministra da Saúde afirmou estar convencida que 90 a 95% da população portuguesa será infectada, ainda que ligeiramente, pelo vírus H1N1, e que tem “esperança” que a entrega atempada da vacina possa prevenir essa eventualidade.
Ora, se está convencida da infecção é porque a prevenção não será conseguida.
Ou estarei enganado?
Há quem ande por aí a dizer que não conhece alguém.
É normalíssimo.
O que já se torna um pouco estranho, para quem anda na política activa, é afirmar desconhecer quem são os seus adversários políticos.
Se aos trinta se escolhem as companhias, aos vinte deve-se ler Maquiavel.
Isto para quem anda na política!
(A alternativa ao insulto é o insulto.
Vivemos na mais completa falta de vergonha!)
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