Na base do conhecimento está o erro

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Concertação social – 2012 (3)

Álvaro Santos Pereira

O grande vencedor do acordo de concertação social.

Concertação social – 2012 (2)

Um passo foi dado no sentido certo, a alteração da lei laboral.

Agora falta rever o seguinte:
o custo da energia;
a carga fiscal;
e a burocracia necessária a todo e qualquer licenciamento.

Não é apenas o(s) custo(s) com pessoal que limita a contratação. Aliás, neste capítulo, como já avisam vários empresários, os ordenados devem ser revistos de maneira a incentivar a produtividade.

Concertação social – 2012

O acordo estabelecido entre os parceiros sociais será altamente positivo para o país.

Como todas as iniciativas válidas, não terá efeitos benéficos a curto prazo. Mas, a médio e longo prazo, para além de ir revolucionar a mentalidade portuguesa, irá transformar radicalmente o mercado de trabalho e permitir a diminuição do desemprego.

Existe, no entanto, uma circunstância que deve ser acautelada e que este acordo poderá incentivar: a falta de respeito.
Esta é notória na maioria dos empresários e políticos portugueses, relativamente aos trabalhadores e cidadãos.

Assim, preservada a equidade que todos os entendimentos devem possuir, não tenho a menor dúvida em classificar como benéfico, útil e necessário o acordo de concertação social assinado hoje de manhã.

Relativamente à CGTP, apenas pergunto onde estão os deveres (adquiridos) dos trabalhadores?

José Sócrates é um licenciado independente

O Ministério Público, através da Procuradora Cândida Almeida, diretora do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, recusa reabrir o processo da licenciatura de José Sócrates.

Isto apesar dos novos dados que foram conhecidos recentemente e de o apuramento ter sido feito com base em fotocópias, e de, aparentemente, ninguém ter feito qualquer questão relativamente ao paradeiro dos documentos originais.

Já agora, não é favorecimento terminar uma licenciatura num domingo?

(mais) Demagogia de esquerda

Segundo o BE e o PCP (e afins), até parece que a Jerónimo Martins vai entregar à administração pública holandesa os impostos que derivam da actividade que irá continuar a desenvolver em Portugal!

Haja paciência para estes demagogos!

Igual a si mesmo

 

Jerónimo Martins e a ligação entre a maçonaria e a política são os fait divers do momento.

Entretanto, Portugal continua igual a si mesmo!
Desvia-se a atenção do que é essencial em favor do acessório.

(Ninguém tem nada a dizer sobre as nomeações na EDP?)

Mário Soares em silêncio?

Alguém ouve Mário Soares, o dito “pai” da democracia portuguesa, a falar sobre a polémica do momento?
Será que ele não terá nada a dizer sobre a ligação da política e a maçonaria?

Sobre a Jerónimo Martins

A primeira pergunta que faço é:  Se estivessemos no lugar dele que fariamos?

Confesso que não fiquei surpreendido pela decisão da família Soares dos Santos.
Não tenho a menor dúvida que a mesma se deve à instabilidade fiscal (e não só) que caracteriza o nosso país - autêntico entrave ao crescimento das empresas – e não pelo pagamento de (menos) impostos ao Estado.
Para aqueles que estão atentos, sinais que tal se poderia verificar não faltaram. Ainda há pouco tempo, a Jerónimo Martins anunciou que, em 2012, iria investir 800 milhões distribuídos pelos seguintes países: Colômbia – 400 milhões; Polónia – 300 milhões; e Portugal – 100 milhões. Ora, ninguém perguntou o porquê desta distribuição? E, por curiosidade, alguém sabe quanto custa o dinheiro em Portugal? Já agora, quanto passará a custar se sairmos do euro?
E, muito naturalmente, não devemos esquecer há quanto tempo a Jerónimo Martins foi para a Polónia .
Tudo isto é muito simples: pela internacionalização, o rácio de crescimento pode ser geométrico enquanto que ao nivel nacional o mesmo apenas é aritmético. Para além disso, sem lucros não é possível investir. Logo, se a carga fiscal que incidir sobre os lucros for maior…
Por fim, a data para a execução desta decisão é assim tão surpreendente?

A segunda pergunta que faço é: Das empresas que fazem parte do PSI-20, quantas (ainda) estão sediadas em Portugal? E na sequência desta, onde está sediada a família Espírito Santo? E a Sonae?

Quanto ao cidadão Alexandre Soares dos Santos e as suas posições, sejamos razoáveis. É um homem com muito valor que certamente já se cansou de pregar no deserto.

Finalmente, eu não farei boicote ao Pingo Doce. Enquanto lá continuar a encontrar produtos mais baratos é lá que continuarei a comprar. Mesmo que tivesse dinheiro para comprar mais caro não o faria.

Memorando da Troika – 2ª revisão (20/Dez/2011)

Cortes nos salários e pensões tira 1,7 mil milhões ao fisco e Segurança Social

O Estado terá de poupar com salários e pensões 4,26 mil milhões de euros em 2012, mas perdas nos impostos e contribuições reduziriam a poupança para 2.570 milhões de euros, contando o anterior modelo de cortes nos subsídios. De acordo com a segunda revisão do memorando de entendimento, o Estado fica obrigado a reduzir em cerca de 3.000 milhões de euros a folha salarial do setor público – com várias medidas, entre as quais o corte nos subsídios e a redução do número de trabalhadores – mas a perda de receitas com impostos e nas contribuições para a Segurança Social levam a que a poupança seja quase metade.
Assim, de acordo com o documento, a poupança líquida nas despesas com pessoal com estas medidas acaba por ser apenas de 1.620 milhões de euros.

Empresas públicas proibidas de se endividarem junto dos privados

O Governo está a preparar um novo quadro legal para o setor empresarial do Estado, que deve ser entregue à Assembleia da República no fim de janeiro do próximo ano, e inclui a proibição de se endividarem junto dos privados. O Executivo assume que o crescimento do endividamento do setor empresarial do Estado “foi excessivo” e que são necessários “esforços adicionais”. Além de limitar o endividamento das empresas públicas incluídas no perímetro de consolidação (que contam para o cálculo do défice), a estratégia do Governo passa também pela venda de ativos não estratégicos destas empresas.

Aumento das receitas das empresas públicas pode chegar através de nova subida de preços e tarifas

A ‘troika’ estipula que as empresas do Setor Empresarial do Estado (SEE) terão de aumentar as suas receitas através de atividade de mercado, mas inclui como novidade uma especificação que aponta para o aumento dos preços e tarifas já em 2012.
“As empresas do Estado irão também aliviar a pressão sobre as contas públicas aumentando as suas receitas provenientes de atividade de mercado”, diz a segunda revisão do memorando de entendimento, tal como já dizia nas mesmas palavras a primeira revisão do documento.
No entanto, no final da mesma frase, a ‘troika’ especifica que estas receitas devem ser atingidas através de atividades de mercado, “incluindo através do aumento de preços e tarifas”.

Governo terá de poupar quase o dobro com a saúde em 2012

O Governo terá de poupar quase o dobro nos custos com o setor da saúde que o estipulado na primeira revisão do memorando de entendimento com a ‘troika’, passando assim de 550 para 1.000 milhões de euros.
De acordo com a segunda revisão do memorando de entendimento do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), o Governo fica agora obrigado a originar poupanças no setor da saúde em 2012 de mil milhões de euros.
A meta estipulada na primeira revisão do memorando estipulava uma poupança efetiva no setor da saúde de 550 milhões de euros.

Organismos acumulam mais de 170 milhões em novas dívidas em atraso e violam meta

As dívidas atrasadas dos organismos das administrações públicas cresceram mais de 170 milhões de euros em setembro, violando assim um dos critérios quantitativos estabelecidos pela ‘troika’, algo já assumido pelo ministro das Finanças mas que não especificou o valor.
Agora, de acordo com a segunda revisão do memorando de entendimento entre Portugal e o Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu, o aumento dos encargos assumidos e não pagos terão aumentado, o que viola o limite zero estabelecido nas metas quantitativas do acordo com a ‘troika’.
“Apesar dos nossos esforços, o objetivo contínuo de não acumulação de dívidas domésticas foi violado em setembro, levando o aumento total para mais de 170 milhões de euros desde o final de agosto e o ‘stock’ para cerca de 3,2 por cento do PIB”, diz o Governo no memorando.

Governo alinha indemnizações por despedimento com média europeia entre 8 a 12 dias

O Governo vai reduzir para oito a 12 dias o período que conta para o pagamento das indemnizações por cessação do contrato de trabalho, segundo a nova versão do memorando do entendimento com a ‘troika’.De acordo com o documento, a que a Lusa teve acesso, o Executivo compromete-se a apresentar até março de 2012 uma proposta com vista a alinhar “o nível de pagamento por indemnizações à média da UE de 8-12 dias”.
Com base na lei em vigor, um trabalhador que seja despedido tem direito a receber um mês de salário por cada ano de trabalho, ou seja, se um indivíduo trabalhou durante 15 anos numa empresa tem direito a receber uma indemnização equivalente a um salário por cada ano de trabalho.

Taxas moderadoras vão permitir encaixe de 200 milhões de euros em dois anos

O Governo deverá encaixar 150 milhões de euros no próximo ano, com a alteração dos valores das taxas moderadoras, segundo a revisão do memorando de entendimento da troika, a que a Lusa teve acesso.A alteração dos valores a pagar em taxas moderadoras, cuja legislação deverá ser publicada até ao final do ano, deverá resultar num encaixe adicional de 150 milhões de euros em 2012 e de mais 50 milhões de euros em 2013.
De acordo com o mesmo documento, os custos com os subsistemas de saúde – ADSE, Forças Armadas e Polícias – vão sofrer um corte de 30 por cento no próximo ano e de 20 por cento em 2013, tornando-se financeiramente sustentável em 2016.

Neste momento …

Vítor Gaspar, na Comissão Eventual de Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência  Financeira a Portugal da Assembleia da República, afirmou que, neste momento, não vê necessidade de mais medidas de austeridade para o ano de 2012.

Veremos o que se sucederá no(s) momento(s) do próximo ano.

Luis Figo ou dinheiro a quanto obrigas

(clicar na imagem)

Também foi enganado. O Sócrates não perdoa!

Não há palavras (3)

(clicar na imagem)

 

que dizer das declarações deste homem – Pedro Nuno Santos – com, segundo os seus correligionários, um elevado potencial (tanto que chegará a primeiro-ministro)?

será um produto da escola socretina?

ou apenas um imbecil?

Limite constitucional ao défice

Sou favorável à inscrição na Constituição da República Portuguesa de um limite ao défice.
Parece-me ser uma boa maneira de nos proteger de novos Sócrates (e afins).
Venham eles de que partido vierem!

Que pouca vergonha!

Bem diz o povo: “Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades”.

Na sequência da saída da Ruptura/FER do BE, a mesa nacional deste partido classificou a mesma como sectária e irresponsável.

Já um dos destacados dirigentes do Bloco de Esquerda, João Semedo, recordou a proposta de criação de brigadas em solidariedade com os talibã no Afeganistão ou a do apelo ao voto em branco nas eleições presidenciais e acusou a Ruptura/FER de radicalismo.

As leituras que se devem fazer são as seguintes:
Primeiro, para o BE, a Ruptura/FER não era sectarista nem irresponsável.  Tornou-se, agora que abandonou o Bloco para formar um partido político.
Segundo, pior, mas muito pior, é que enquanto a Ruptura/FER esteve integrada no BE não havia nenhum problema quanto ao radicalismo das suas posições.

Quem são os parasitas?

Nostalgias (2)

O diferendo entre a NATO e a Rússia sobre o novo sistema de defesa antimissil, para a europa, relembra outros tempos.

E, a todos os níveis, outras circunstâncias!

Não há palavras (2)

(clicar na imagem)

 

Não há palavras para o regresso (triunfal, alguns certamente dirão) deste homem.

Trata-se apenas do Primeiro-Ministro e ex-Primeiro Ministro que mais endividou Portugal!

 

(in)Gratidão

Francisco “tele-evangelista” Louçã é um verdadeiro ingrato.

Se há alguém que devia estar grato à Troika, esse alguém é o coordenador nacional(?) do BE.

Afinal, a troika e os fait-divers como a ligação dos (seus) correligionários ao BPN, afastam a atenção para a sua brilhante liderança que proporcionaram (ainda bem, na minha opinião) os últimos resultados eleitorais do Bloco.

Apesar de alguma constestação interna, não há dúvida que a mesma têm vindo a esmorecer.
No entanto, tal até não pode ser mal de todo…

É preciso ter lata (3)

Manuela Ferreira Leite criticou a política fiscal do Governo por a mesma essencialmente visar o aumento da receita.
Não é que não tenha razão, mas que moral tem esta senhora para dizer isto.

Quando foi Ministra da Finanças qual foi o montante de despesa que reduziu?

Mais valia estar calada.

A era da Ganância

Estamos prestes a entrar numa nova era!

Oficiosamente já a vivemos mas, quando o primeiro governo cair por causa da crise, entraremos oficialmente no tempo em que a economia subjuga a democracia.

 

É preciso ter lata (2)

O PS (ou alguns dos seus deputados) prepara(m)-se para votar contra o OE2012.

No entanto, estavam dispostos a votar favoravelmente o PEC IV, V, VI, etc.

Não há dúvida que a grande maioria dos nossos eleitos (sejam de que partido forem) são, no que respeita a valores e decência, inqualificáveis.

 

Até que enfim!

Não creio que o referendo decidido pelo governo grego seja uma má ideia. Até considero que é uma brilhante posição política.

Papandreou, através do referendo, apenas permite ao povo ser ouvido e partilha com a população a responsabilidade.
Trata-se de democracia em acção.

Quais são os efeitos desta decisão?
Internamente, qualquer que seja o resultado do mesmo, irá clarificar a situação e pode muito bem acalmar a população, permitindo que o executivo grego – este ou outro – possa trabalhar em paz. Na falência ou não.
Externamente, como não me parece que a saida da Grécia do euro seja por si só suficiente para o colapso do sistema, creio que servirá para aliviar a pressão sobre os restantes países e levará à concentração de esforços.

Sim, é verdade que os mercados já se estão a manifestar. Mas deixariam de o fazer? É evidente que não. Podem é estar a perder a possibilidade de continuar a fazer tanta especulação.

Por fim, se, eventualmente, a população grega preferir sair do euro também é melhor que o faça já.

P.S. – verdade seja dita, estava a ser exigido ao Governo grego fazer o que nem Merkel ou Sarkozy seriam capazes de fazer! Independentemente disto, também há aqui uma quota de chantagem.

O PS e o voto no OE2012

Aparentemente, há no PS quem não tenha gostado do silêncio de José Sócrates [ou da sua (não) influência] relativamente ao voto socialista no Orçamento de Estado para 2012.

Coitado do homem. Não há maneira de o deixarem em paz. Ainda por cima quando ele está cheio de problemas.

Tem que estudar ética, o que, diga-se, para quem não a possui, é integralmente difícil.

 

Querem sangue mas não há dinheiro!

Não é difícil perceber porque é que aqueles que se enquadram ideologicamente na esquerda e extrema-esquerda andam todos contentes.

Como é facilmente demonstrado pelo historial dos resultados eleitorais, pelas vias democráticas não conseguem ser governo.
Assim, só através duma revolução é que alcançarão o poder.
Mas a história ensina-nos que quem foi responsável por cortar cabeças também perdeu a sua.

É triste que nesta altura, a principal preocupação dos partidos políticos, independentemente do quadrante ideológico, seja o retirar de dividendos em favor próprio.

Por fim, para aqueles que parecem querer sangue, já não há dinheiro!

A revolução de Abril encontrou os cofres cheios, mas estes estão vazios há muito tempo.
E Abril também já se foi.
Só permanecem os mesmos sindicatos de há trinta anos, na maior parte dos casos com as mesmas pessoas e com as mesmas reivindicações como se o mundo não mudasse.

Acordem! Existir custa dinheiro e a malta até vive mais uns anitos.

Como tal, o que será verdadeiramente imperdoável é o derramar de sangue em vão!

“Nova” democracia?

 

Um dia destes vamos acordar e temos por cá uma democracia do tipo chinês!

(imagino quem ficaria contentíssimo!)

 

Sobre a liberdade

Liberdade não é apenas a possibilidade de escolha.
Liberdade é aceitar a reponsabilidade pela escolha feita!

Mais um sem (bom) senso

Este homem não é uma pessoa qualquer. É um sociólogo de reputação internacional!
Por isso mesmo não entendo como foi capaz de ter dito o que disse à SIC (aqui). Há maneiras e maneiras de se dizerem as coisas, principalmente em tempos conturbados. Ainda por cima quando Boaventura de Sousa Santos é um defensor da aproximação entre a ciência e o senso comum.

Há mais de 20 anos que escrevo – trabalhos académicos, cartas aos leitores e artigos de opinião – a defender uma profunda reforma do sistema político, a qual, na minha opinião é coincidente com as ideias de Boaventura de Sousa Santos.

Mas não percebo onde está o (bom) senso destas suas declarações.

Onde está o bom senso?

Fiquei estupefacto ao ouvir as declarações destes bispos da Igreja (aqui e aqui)!
Não ponho em causa a sua liberdade de expressão, mas não compreendo (ou aceito) a falta de bom senso.

Será que a Igreja quer sangue?

Chamem os políticos à responsabilidade

 

Não é apenas José Sócrates (e demais ministros ou afins) que devem responder pela gestão ruinosa.
O Alberto João Jardim também deve.
Assim como todos aqueles que doravante não gerirem devidamente os bens públicos que lhes forem confiados!

Deplorável

A postura do PS, personificada por Carlos Zorrinho, é integralmente deplorável.

Então a apresentação do OE 2012 é suficiente para o PS deixar de ter responsabilidade pela situação do país?
São políticos como este que levaram o país à bancarrota. E Portugal não pode continuar a ter pessoas deste calibre nos órgãos do Estado.

Só assim teremos futuro.

Proposta

No âmbito das comemorações do dia de hoje e em virtude de actualmente sermos mais uma ilusão dum país ou um país em ilusão do que um país per si, proponho que nos passemos a designar por:

(I)LUSITÂNIA *

Quem subscreve?

* o I está entre parênteses porque ainda me resta a esperança do sonho.

Tribunal de Contas

Na liderança de entidades como o Tribunal de Contas, é preciso homens que não venham de partidos nem que tenham exercidos funções executivas.
Guilherme de Oliveira Martins, um exemplo perfeito do falhanço de supervisão, uma vez que não tem a decência de demitir, devia ser exonerado do cargo.

Defendo que o Tribunal de Contas seja dirigido por um juiz, indicado pelo Conselho Superior de Magistratura. Porém, este tipo de indicação só deverá acontecer após a despartidarização deste órgão.

Como poupar 1000 milhões de euros

Se extinguir 1712 lugares dirigentes e 137 entidades públicas representam uma poupança de 100 milhões de euros no OE de 2012, para se poupar 1000 milhões na Administração Central do Estado apenas é necessário extinguir 17120 lugares dirigentes e 1370 entidades públicas.

Verdade ou mentira?

A civilização da pobreza

“History is again on the move”
Arnold Toynbee

Os recentes motins ocorridos em Inglaterra e a manifesta incapacidade de actuação por parte do Estado inglês e seus agentes evidenciaram o estado de espírito a que chegámos na Europa e no mundo.

De um lado são os “indignados” nas Portas do Sol, em Madrid, e os que já tiveram o seu momento de glória nos arredores de Paris quando permitiram ao então ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, brilhar na reposição da ordem; do outro lado são os ataques à dívida soberana dos Estados que integram o euro e a Primavera Árabe da Tunísia à Líbia.

A meio do ano de 2011, vivemos um ambiente fortemente desequilibrado na avaliação da situação política. As agências de notação financeira são hoje agentes de perturbação nessa avaliação da situação política das economias mundiais. Não adianta votar, seja em quem for, quando dois ou três senhores, fechados numa sala qualquer, decidem quem continua em jogo, mesmo que se esteja a falar do presidente dos Estados Unidos. O escrutínio popular vale muito pouco nesta democracia.

Em Portugal, basta-nos o programa da troika e mostrar que temos um Governo com grande capacidade para aumentar a receita mas sem rapidez para diminuir a despesa.

Desde a Revolução de Abril de 1974, há 37 anos, que os diferentes governos têm tentado reformar o Estado. Sem êxito. O que tem sido grave é que, por isso, afecta aquilo que se pretendia: aumentar o bem–estar social e económico da população; promover a igualdade de oportunidades entre os cidadãos; orientar o desenvolvimento económico e social no sentido de um crescimento equilibrado de todos os sectores e regiões.

Acontece que, analisando todos os índices aferidores e qualidade de vida e bem-estar, concluímos que continuamos a ser um dos países mais pobres da Europa.

É verdade que foram dados passos importantes para a integração europeia, mas a nossa dinâmica evolutiva foi sempre mais lenta, vendo, por isso, todos os parceiros a distanciarem-se, relegando-nos para a cauda da Europa.

Isto tem conduzido a que o aparelho administrativo do Estado, que regulamenta a vida de todos os cidadãos, tenha crescido com uma enorme acumulação de defeitos e vícios, criando uma estrutura pesada e burocrática, cujos custos de manutenção, adicionados à sua má gestão, originaram incalculáveis prejuízos muito difíceis de contabilizar.

O Estado está a burocratizar-se e a centralizar-se cada vez mais! Há que tornear esta situação, implementando uma verdadeira e integral descentralização político-administrativa que acabe com as ligações de dependência entre o poder central e os débeis poderes autárquicos.

O papel do Estado não é de certeza estar no controle da economia, mas também não é o de criar condições para existirem, cada vez mais, poucos ricos e muitos pobres.

O Estado tem de ser regulador e não se pode demitir dessa função, bem como das demais funções de soberania: a segurança e a administração da justiça.

A civilização da pobreza não pode ser a alternativa ao fim do Estado social. Não acreditamos que a resposta de reduzir a despesa social seja a caridade de alguns no cumprimento do que deve ser a missão de todos, pois, como afirma o insuspeito Hayek, considerado por muitos como o paladino da liberdade e da responsabilidade individuais, “não há razão para que, numa sociedade livre, o Governo não deva assegurar a todos protecção contra severa carência, na forma de um rendimento mínimo garantido, ou um limiar abaixo do qual ninguém tenha necessidade de descer”.

Estou convicto de que os responsáveis políticos sabem que não basta pedir sacrifícios à maioria dos portugueses – e que é preciso dar o exemplo. Um exemplo que tem de ser uma prática e uma ideologia.

Quanto à prática, estamos todos numa grande expectativa. Quanto à ideologia, basta aprender com Francisco Sá Carneiro, segundo o qual “é preciso transformar Portugal numa democracia do tipo europeu e ocidental. Uma democracia onde a vontade do povo fosse soberana, onde vigorasse o primado da pessoa humana, onde se eliminassem as injustiças sociais, sem perverter, nem violar as liberdades individuais e onde a criatividade dos portugueses se afirmasse plenamente”.

António Tavares
Diário de Notícias de 8 de Setembro de 2011

Aplaudo

Em 1986, num trabalho universitário, escrevi o seguinte:
A disciplina de voto no Parlamento é castradora da consciência individual. É, para mim, o segundo pecado da democracia representativa.

Embora ainda não seja totalmente livre – o deputado fica obrigado a fundamentar o voto perante a direcção da bancada e há matérias que continuam obrigadas à disciplina de voto – aplaudo a decisão do PS para a liberdade de voto parlamentar.

É, inquestionavelmente, um passo na direcção certa.

Só lamento que não tenha sido o PSD a tomar esta iniciativa e espero que esta postura se mantenha quando o PS voltar a ser poder.

Vitor Gaspar (5)

José Gomes Ferreira – O Estado admite entrar no capital social dos bancos que não passarem na avaliação da Troika?

Vitor Gaspar – Existem procedimentos supletivos que são conhecidos de todos.

Vitor Gaspar (4)

José Gomes Ferreira – Vai ser possível manter os cuidados de saúde aos portugueses?

Vitor Gaspar – O objectivo é fazer com que seja possível manter esses apoios.

Vitor Gaspar (3)

José Gomes Ferreira – Porque é que está a ir além do que está acordado com a Troika?

Vitor Gaspar – Para assegurar o cumprimentos dos objectivos previstos.

José Gomes Ferreira – Vai dizer à Troika que 78 mil milhões de euros não chegam?

Vitor Gaspar – De maneira nenhuma.

Vitor Gaspar (2)

Está previsto um aumento de 1200 milhões em receitas para 2012 e 2013.

Sem novos impostos?  Alguém acredita?

Vitor Gaspar

José Gomes Ferreira – 3000 euros é ser rico? É um valor que pode dispensar as deduções fiscais?

Vitor Gaspar – Não há relação.

Dependerá da posição?

É inaceitável a espionagem a um jornalista.

E o “empréstimo” de gravadores?

Será aceitável ou dependerá da posição que se ocupa (relativamente ao poder).

Medidas como esta não são solução

A possibilidade de um imposto especial que verse sobre os rendimentos dos mais ricos não é uma questão de justiça. É, antes de mais nada, uma questão de gratidão. E deveriam ser aqueles que mais obtêm da sociedade os primeiros a estar dispostos para retribuir o que lhes é dado.

Mas mais medidas como esta não são a solução. E não devem tornar-se regra!

Precisamos é de verdadeiros cortes na despesa e da canalização de recursos para os sectores que permitam fazer com que Portugal seja capaz de ser auto-suficiente. Pelo menos, no que respeita ao alimentar da sua população.

E levo o TGV na bagagem

A Ryanair está a disponibilizar um milhão de bilhetes a 9,99 euros para 1000 destinos europeus.

As reservas devem ser feitas online até às 24:00 da próxima quinta-feira, 25 de Agosto.
Todas as taxas estão incluídas se as pessoas optarem pela utilização do “Cartão Pré-Pago da MasterCard, levando apenas uma mala de mão e abdicando de embarque prioritário.”

Mas eu não me importo de pagar as taxas e levo o TGV na bagagem!

E o Governo? Que fará?

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